Formação: 4-2-3-1
Fran Vieites (Marítimo) fica na baliza. O FC Porto passou grande parte da segunda parte a empurrar o Marítimo para junto da própria área e o resultado manteve-se em aberto porque o espanhol foi respondendo. Ainda defendeu o primeiro cabeceamento antes de Froholdt fazer o 1-1 na recarga e, depois do intervalo, voltou a negar o golo ao dinamarquês e a Alberto Costa. Só Pietuszewski encontrou uma finalização à qual já não havia resposta.
Diogo Spencer (Alverca) ocupa o lado direito da defesa depois de uma exibição que explica muito do 4-1 em Famalicão. Aos 56 minutos viu o movimento de Figueiredo nas costas da defesa e colocou-lhe a bola para o chapéu que devolveu a vantagem ao Alverca. Mais tarde apareceu dentro da área para provocar a falta de Gil Dias que André Vidigal transformou no quarto golo. Não marcou, mas esteve diretamente ligado aos dois momentos que fizeram o resultado passar de equilibrado a incontestável.
Jan Bednarek (FC Porto) entra no centro. O líder esteve longe de ter uma noite tranquila nos Barreiros e precisou de defender a vantagem depois de passar tanto tempo à procura dela. Quando o Marítimo voltou a encher a área nos minutos finais, o polaco apareceu no lugar certo para cortar uma segunda bola que podia devolver o empate aos madeirenses. Foi uma exibição menos vistosa do que outras que já fez, mas importante precisamente quando o jogo deixou de estar sob controlo portista.
Marvin Elimbi (Gil Vicente) completa a dupla de centrais. O Gil Vicente teve mais bola em Moreira de Cónegos, mas chegou aos minutos finais sem conseguir transformar esse domínio em vantagem e precisava de não oferecer ao adversário o que ainda não tinha conquistado. Elimbi deu segurança à circulação desde trás e ajudou a sustentar uma baliza sem sofrer num jogo que o Moreirense manteve aberto até ao último ataque. O penálti de Walace França acabou por transformar essa resistência em três pontos.
Samuel Dahl (Benfica) fecha a defesa pela esquerda. Foi uma das razões pelas quais os primeiros 30 minutos da Luz pertenceram quase inteiramente ao Benfica e acabou por transformar essa superioridade em resultado. Iniciou a jogada do 1-0, combinou com Pavlidis, continuou a correr para dentro da área e picou a bola sobre Zych. O lateral não se limitou a aparecer no fim de uma jogada: foi uma presença ofensiva permanente no período em que o Vitória mais sofreu.
Rodrigo Zalazar (Sporting) é a primeira escolha para o meio-campo e talvez a substituição mais transformadora de toda a jornada. Entrou aos 58 minutos com o Sporting a perder em Braga e encontrou um jogo completamente diferente daquele que a equipa tinha feito até então. Acelerou pela direita no lance que terminou no autogolo de Bernardo Fontes e, aos 82, concluiu uma transição para fazer o 3-1. Regressou ao estádio onde já tinha sido protagonista e precisou de pouco mais de vinte minutos para se tornar novamente a figura central da noite.
Soufiane Messeguem (Académico de Viseu) joga ao lado de Zalazar. O Estoril tinha conseguido mudar o encontro depois do intervalo, empatou e chegou a ameaçar a reviravolta, mas o médio francês apareceu aos 88 minutos onde o jogo estava à espera de alguém que o resolvesse. Recebeu atrás da área e colocou de pé esquerdo o 2-1 que deu ao Académico a quarta vitória consecutiva. Não foi apenas um golo tardio: foi a resposta de uma equipa que tinha perdido o controlo da segunda parte e conseguiu recuperá-lo antes de o relógio acabar.
Sebastian Clemmensen (Rio Ave) parte da direita no trio atrás do avançado. Marcou o 1-1 ainda na primeira parte e tornou-se ainda mais importante depois da expulsão de João Tomé. Com o Rio Ave reduzido a dez, conduziu a transição que terminou no passe para Diogo Bezerra fazer o 2-1. Num jogo que obrigou a equipa de Vasco Seabra a viver durante mais de meia hora em inferioridade, Clemmensen participou diretamente nos dois primeiros golos e foi essencial para que a estreia do novo treinador acabasse com uma vitória.
Gianluca Prestianni (Benfica) ocupa a zona central. Não marcou nem fez a última assistência, mas esteve repetidamente onde o Benfica conseguiu acelerar e desequilibrar. A mobilidade do argentino ajudou a desmontar as marcações individuais do Vitória durante a primeira meia hora e voltou a aparecer na construção do segundo golo, levando a bola pela esquerda antes de Echeverri encontrar Sudakov. Foi um daqueles jogos em que a influência apareceu antes do último toque.
Oskar Pietuszewski (FC Porto) entra pela esquerda mesmo tendo jogado apenas os minutos finais. A exceção justifica-se pela dimensão do que fez nesse tempo. Farioli sabia que o polaco tinha condições físicas para 15 ou 20 minutos, lançou-o aos 79 e cinco minutos depois Kiwior encontrou o movimento nas costas da defesa. Pietuszewski recebeu, trouxe a bola para o pé direito e colocou-a fora do alcance de Vieites. O assistente viu fora de jogo, o VAR corrigiu por margem mínima e o FC Porto encontrou ali a oitava vitória em oito jornadas.
Abdel Njoya (Nacional) fica na frente apesar da derrota em Vila do Conde. Marcou os dois golos madeirenses, primeiro para abrir o resultado aos 32 minutos e depois para responder quase imediatamente ao 2-1 do Rio Ave. O Nacional acabou por perder contra dez jogadores e prolongou a série negativa, mas o avançado fez aquilo que se exige a quem ocupa esta posição: apareceu duas vezes dentro da área e transformou duas oportunidades em golos. Num onze de desempenhos individuais, a derrota da equipa não apaga um bis.















