O Benfica precisou de 24 minutos para transformar o domínio em golo e de apenas dois minutos de Sudakov em campo para acabar com a incerteza. Samuel Dahl abriu o marcador, o Vitória sobreviveu à melhor fase encarnada e cresceu na segunda parte, mas o ucraniano entrou aos 73 e marcou aos 75 para fixar o 2-0 na Luz.
Os primeiros 30 minutos foram quase todos do Benfica. Marco Silva encontrou soluções para as marcações individuais do Vitória através da mobilidade de Prestianni, das subidas de Dahl e das ligações de Pavlidis. Rafa acertou no poste logo aos quatro minutos e Schjelderup desperdiçou outra oportunidade clara antes de a vantagem aparecer.
Dahl iniciou e terminou a jogada do 1-0. O lateral combinou com Pavlidis, entrou na área pela esquerda e picou a bola sobre Zych. Era o primeiro golo da temporada para um jogador que passara grande parte do início da partida instalado em terreno ofensivo.
O Benfica podia ter saído dessa fase com uma vantagem maior. Criou espaço, recuperou rapidamente após perda e impediu o Vitória de construir com continuidade. A equipa de Tiago Margarido passou quase toda a primeira meia hora a defender perto da própria área e só começou a respirar quando os encarnados baixaram o ritmo antes do intervalo.
A mudança acentuou-se na segunda parte. O Vitória passou a ter mais bola, aproximou-se da área de Samuel Soares e obrigou o Benfica a jogar mais longe da baliza adversária. Marco Silva reconheceu depois que a equipa começou a perder bolas sem razão e deixou de controlar o encontro através da posse.
O treinador respondeu com Aursnes e Echeverri. As alterações devolveram algum critério ao Benfica, que voltou a encontrar espaço quando o Vitória avançou no terreno. Echeverri obrigou Zych a uma defesa difícil e Prestianni ficou perto do segundo com um remate junto à barra.
A decisão chegou quando Sudakov substituiu Bah. Prestianni iniciou mais uma jogada pela esquerda, Echeverri recebeu e encontrou o ucraniano em posição central. Sudakov teve tempo para preparar o remate e marcou dois minutos depois de entrar, num golo particularmente importante para um jogador que vinha à procura desse momento.
O 2-0 retirou ao Vitória a possibilidade de transformar a recuperação da segunda parte em pontos. Tiago Margarido considerou que a equipa conseguiu corrigir o jogo interior e competir melhor depois do intervalo, mas reconheceu a superioridade clara do Benfica até ao primeiro golo.
Marco Silva também recusou confundir o resultado com uma exibição completa. Gostou particularmente da primeira meia hora, mas não da perda de controlo posterior. O dado que preservou o balanço foi defensivo: apesar de ter passado mais tempo perto da área encarnada na segunda parte, o Vitória terminou sem qualquer remate enquadrado.
O Benfica regressou assim às vitórias depois da derrota no Dragão e voltou a ganhar na Luz sem sofrer. Não manteve durante 90 minutos a intensidade com que começou, mas teve qualidade suficiente para criar a vantagem e banco suficiente para a fechar quando o jogo voltou a ficar aberto.















