Liga Portugala Jornada08
9–12 de outubro de 2026

Jornadas

Navegação principal da época 2026/27.

Primeiras decisões do clássico: FC Porto paga €26.822, Benfica €9.560 e Lenglet falha um jogo

O Conselho de Disciplina já fechou parte do rescaldo imediato do Dragão: multas por objetos, pirotecnia e cânticos, além da suspensão do central encarnado. Ricardo Rocha ficou a aguardar esclarecimentos e há ainda um processo disciplinar aberto ao FC Porto.

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol já decidiu uma parte das consequências disciplinares do FC Porto-Benfica de 20 de setembro. As deliberações publicadas quatro dias depois do clássico separaram aquilo que resultava dos relatórios oficiais do encontro daquilo que continuaria a exigir averiguação própria.

O FC Porto foi multado em 26.822 euros por diferentes infrações associadas ao comportamento dos seus adeptos no Estádio do Dragão. A parcela mais pesada, de 10.200 euros, resultou do arremesso de objetos sem reflexo no jogo. Entre os episódios descritos no mapa disciplinar está um pedaço de pão duro envolto em papel que atingiu Ricardo Rocha, elemento da equipa técnica do Benfica, junto à cabine do VAR quando se preparava uma substituição.

A conta portista incluiu ainda 8.925 euros pela utilização de engenhos pirotécnicos, 6.375 euros por não ter sido impedida a entrada desses engenhos no recinto e 1.403 euros por cânticos insultuosos dirigidos ao Benfica. As sanções são financeiras e dizem respeito a comportamentos registados no estádio; não encerram as restantes matérias disciplinares associadas ao clássico.

O Benfica foi multado em 9.560 euros pela utilização de pirotecnia no setor visitante. O relatório identificou pelo menos dois momentos distintos de uso de tochas, um no início do encontro e outro depois da expulsão de Clément Lenglet.

Lenglet recebeu um jogo de suspensão na sequência do segundo cartão amarelo mostrado aos 35 minutos. Essa sanção decorre diretamente da expulsão e não de uma reavaliação posterior do lance pelo Conselho de Disciplina.

A situação de Ricardo Rocha ficou diferente. O elemento da equipa técnica encarnada foi expulso num episódio de tensão junto ao quarto árbitro, mas o mapa disciplinar indicou que a sua situação aguardava esclarecimentos. Isso significa que, nesse momento, não existia ainda uma decisão final sobre a sua responsabilidade disciplinar.

O Conselho de Disciplina abriu também um processo disciplinar ao FC Porto relacionado com o clássico. O processo foi identificado como o n.º 04 da época 2026/27. A abertura do procedimento significa apenas que existem factos a apurar; não equivale a uma condenação nem permite antecipar a decisão final.

Estas deliberações não responderam automaticamente às quatro matérias que o Benfica tinha entretanto levado ao órgão federativo — comportamento no banco portista, episódio envolvendo Gabri Veiga, sonorização do estádio e divulgação de imagens pelo Porto Canal. Essas participações seguem um percurso próprio e exigem apreciação específica.

Também não incluíam ainda o caso Samu-Alexander Bah, que ganhou expressão pública depois com novas imagens captadas da bancada. Essa participação foi apresentada posteriormente pelo Benfica e continua, até 1 de outubro, sem decisão pública conhecida.

O estado disciplinar do clássico é, por isso, dividido em duas camadas. Há consequências já fechadas e quantificadas — multas e suspensão de Lenglet — e há matérias que permanecem abertas, quer por processo disciplinar, quer por participações apresentadas posteriormente.

O clássico terminou 3-1 no campo. Fora dele, uma parte do processo já tem números e castigos; outra continua à espera de decisão.