Andoni Zubizarreta deixou o cargo de vice-presidente desportivo do Atlas pouco mais de dois meses depois de ter assumido a liderança da área futebolística do clube mexicano, mas não rompeu a ligação ao projeto. Depois de surgirem informações sobre uma demissão, o próprio Atlas esclareceu que o espanhol passa a assessor da presidência executiva e continuará a trabalhar para o clube a partir da Europa.
A distinção altera substancialmente a leitura inicial do caso. Zubizarreta deixa de gerir diariamente a equipa principal, a formação e o futebol feminino, responsabilidades que assumira quando foi apresentado no início de julho, mas conserva uma função estratégica dentro da estrutura liderada por Gerardo Casanova.
O novo papel estará sobretudo orientado para iniciativas internacionais, utilizando a experiência e a rede de contactos do antigo guarda-redes para aproximar o Atlas do futebol europeu e apoiar projetos destinados à projeção externa do clube.
A gestão diária permanece no México e passa a depender da estrutura desportiva local, numa separação entre operação e aconselhamento estratégico que o Atlas apresenta como parte da evolução do modelo e não como uma rutura com Zubizarreta.
A alteração acontece, ainda assim, muito cedo. O antigo dirigente do Barcelona, Marselha e FC Porto tinha chegado ao México para desempenhar um papel central na reconstrução desportiva do Atlas e ainda esta semana recebeu, na qualidade de vice-presidente, a comitiva da seleção mexicana durante uma visita à academia do clube.
A rapidez da mudança explica que as primeiras informações tenham sido interpretadas como uma saída. A comunicação posterior do Atlas estabeleceu outra realidade.
Zubizarreta deixa o cargo para que foi contratado em julho.
Não deixa o Atlas.















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