A eliminação do Brasil nos oitavos de final do Mundial continua a perseguir Carlo Ancelotti e desta vez a crítica chegou com pouca preocupação diplomática. Ricardo «Tuca» Ferretti classificou como uma «burrice» a decisão da Confederação Brasileira de Futebol de manter o italiano até 2030 e descreveu a seleção que perdeu com a Noruega como uma equipa sem «sangue» nem «entrega».
Ferretti, brasileiro que construiu quase toda a carreira de treinador no México e chegou a orientar interinamente a seleção daquele país, falava sobre a importância de os selecionadores compreenderem profundamente a cultura futebolística dos jogadores quando Ancelotti surgiu na discussão.
Foi então particularmente agressivo: «Ancelotti é um morto», afirmou, antes de atacar a decisão da CBF e aquilo que viu no Mundial.
A crítica encontrou um exemplo concreto no segundo golo norueguês da derrota por 2-1. Ferretti considera inadmissível que Haaland tenha conseguido receber, dominar e finalizar sem encontrar pressão suficientemente rápida dos jogadores brasileiros.
A comparação seguinte foi igualmente dura. Para o antigo treinador de Tigres e Pumas, a seleção jogou como o Real Madrid na última época de Ancelotti, repetindo problemas de intensidade e comportamento sem bola que associa ao final do ciclo do italiano em Espanha.
As declarações representam a leitura de Ferretti, não um diagnóstico consensual sobre a passagem de Ancelotti pelo Brasil. O selecionador permaneceu no cargo depois do Mundial e iniciou entretanto a preparação do novo ciclo.
Mas o peso da eliminação continua presente.
No Brasil, sair nos oitavos não encerra apenas uma competição.
Abre normalmente um julgamento que dura muito mais tempo.















