Lucrezia Stefanini denunciou publicamente a forma como foi realizada uma colheita de sangue durante um controlo antidoping no US Open, mostrando um extenso hematoma que permanecia visível mais de uma semana depois e que, segundo a tenista italiana, continuava a provocar dores mesmo nas atividades normais do dia a dia.
A número 119 do ranking WTA relata que a responsável pela recolha não conseguiu encontrar a veia e, em vez de retirar a agulha e procurar outro local, continuou a movimentá-la dentro do braço na tentativa de obter a amostra.
Stefanini publicou imagens da evolução do hematoma e dirigiu duas perguntas ao sistema de controlo: se é normal uma recolha ser executada daquela forma e se todas as jogadoras recebem o mesmo tratamento.
A italiana marcou também a WTA na publicação, levando uma ocorrência médica aparentemente circunstancial para uma discussão mais ampla sobre os procedimentos utilizados durante os controlos antidoping.
O episódio aconteceu num US Open que tinha começado de forma positiva para Stefanini. A italiana entrou pela primeira vez no quadro principal, eliminou Dayana Yastremska na primeira ronda e foi depois afastada pela compatriota Jasmine Paolini.
O problema no braço prolongou-se para lá de Nova Iorque. Relatos posteriores associam o hematoma e as dores à impossibilidade de Stefanini disputar o torneio WTA 125 de Barranquilla, na Colômbia, que figurava no seu calendário seguinte.
A tenista não está a contestar a realização do controlo nem a obrigação de fornecer a amostra.
Está a questionar a forma como essa obrigação foi executada.
E as marcas no braço continuavam presentes mais de uma semana depois.















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