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Navegação principal da época 2026/27.

Sporting marcou tarde, ficou com o jogo na mão e voltou a deixá-lo fugir

Suárez fez o 0-1 aos 81 minutos e o Famalicão ficou reduzido a dez aos 87, mas um autogolo de Gonçalo Inácio aos 90+1 fechou o 1-1. Leões tiveram um golo bem anulado e ficaram ainda com razões para reclamar um penálti na primeira parte.

O Sporting passou grande parte da noite à procura de espaço contra um Famalicão compacto, conseguiu finalmente chegar à vantagem aos 81 minutos e, seis minutos depois, ficou também em superioridade numérica. Parecia ter feito a parte mais difícil. Aos 90+1, porém, um dos poucos momentos em que a equipa perdeu agressividade defensiva acabou num autogolo de Gonçalo Inácio e num empate por 1-1 que volta a expor uma dificuldade antiga dos leões: transformar vantagens no marcador em vitórias consumadas.

Rui Borges surpreendeu ao manter Zalazar no banco e lançar Flávio Gonçalves no corredor central, além dos regressos de Fresneda e Debast. A equipa entrou com iniciativa, mas encontrou desde cedo um Famalicão preparado para reduzir espaços e procurar as transições. Logo aos sete minutos, Maxi Araújo caiu na área após dois contactos de Rodrigo Pinheiro no tornozelo; Luís Godinho deixou seguir e o VAR não interveio, numa decisão que a análise arbitral posterior considerou errada.

O Sporting continuou a carregar e chegou mesmo ao golo aos 25 minutos, num excelente trabalho individual de Flávio Gonçalves, mas a bola tocou-lhe no braço imediatamente antes da finalização. O VAR corrigiu o lance e o golo foi justamente anulado.

A partir daí, os leões começaram a perder alguma paciência. O Famalicão ganhou metros e teve aos 41 minutos a melhor situação da primeira parte, quando Sorriso obrigou Rui Silva a uma grande defesa de mão esquerda. O intervalo chegou sem golos e com o Sporting a controlar mais território do que propriamente o jogo.

Na segunda parte, a equipa de Rui Borges voltou a instalar-se com maior frequência perto da área famalicense. Luís Guilherme desperdiçou uma boa oportunidade, Geny Catamo obrigou Carevic a intervenção apertada e o treinador foi acrescentando peso ofensivo com Ioannidis, Irankunda e outras soluções do banco.

A recompensa chegou aos 78 minutos. Pedro Bondo pisou Ioannidis dentro da área e, depois de analisada toda a sequência, a grande penalidade foi corretamente assinalada. Luis Suárez converteu aos 81 e marcou pelo sexto encontro consecutivo, igualando a sua melhor série desde que chegou ao Sporting.

Quando Roméo Beney foi expulso aos 87 minutos por atingir intencionalmente Maxi Araújo sem a bola por perto, o encontro parecia ainda mais inclinado para o lado leonino. Foi precisamente aí que o Sporting deixou escapar o controlo que procurara durante quase toda a noite.

Aos 90+1, o Famalicão colocou a bola na área, Abubakar ganhou o lance aéreo sem cometer falta sobre Fresneda e Gonçalo Inácio, ao tentar cortar, desviou para a própria baliza. Pelo segundo jogo consecutivo, o central marcou um autogolo.

O Sporting ainda teve oportunidades para recuperar os dois pontos nos minutos seguintes, com Suárez e Ioannidis perto de voltar a marcar, mas já não conseguiu desfazer o 1-1. Maxi Araújo reconheceu no final que o empate acabava por ser justo; Rui Borges foi menos conciliador com aquilo que aconteceu no lance decisivo e pediu uma equipa capaz de permanecer «98 minutos ligada à corrente».

O problema é que não se trata de um episódio completamente novo. Desde a chegada de Rui Borges, o Sporting já deixou escapar 16 vantagens no marcador. O empate em Famalicão acrescentou mais uma, precisamente numa noite em que os leões tiveram o jogo tão perto de ficar resolvido que bastava defendê-lo por mais alguns minutos.