O Sporting abriu a Liga dos Campeões de andebol com uma vitória por 43-33 sobre o GOG que juntou duas imagens do mesmo projeto: uma equipa suficientemente forte para dominar um adversário de referência europeia e dois dos seus maiores protagonistas, Martim e Kiko Costa, já com saída prevista no final da época.
Os leões tomaram conta do encontro praticamente desde o início. Depois do 1-1, aceleraram para 6-2 e chegaram ao intervalo com uma vantagem de oito golos, 21-13, sustentados por uma defesa que Ricardo Costa considerou o elemento decisivo da exibição.
O GOG tentou recorrer ao ataque de sete contra seis, mas encontrou um Sporting preparado para essa solução e incapaz de lhe permitir uma recuperação continuada. Na segunda parte, a vantagem nunca ficou verdadeiramente ameaçada e acabou nos dez golos.
Martim Costa foi o melhor marcador com 11, enquanto o irmão Kiko acrescentou nove. Juntos fizeram 20 dos 43 golos precisamente na época que antecede a mudança dos dois para o Flensburg.
É também por isso que Ricardo Costa fala já no Sporting seguinte. O treinador garante que o clube trabalha há dois anos num «Plano B» para responder às saídas e à cobiça sobre outros jogadores, procurando preservar uma identidade assente numa equipa competitiva e agressiva mesmo quando os nomes mudarem.
O presente, porém, continua suficientemente forte para permitir ambição europeia. O GOG lidera o campeonato dinamarquês e era considerado um concorrente direto na luta pelos lugares de qualificação, circunstância que levou o Sporting a tratar esta primeira jornada praticamente como uma final.
A resposta foi maior do que o próprio treinador esperava. Ricardo Costa resumiu-a dizendo que o Sporting conseguiu «vulgarizar» durante uma noite uma equipa que continua a considerar de grande qualidade.
Seguem-se os suecos do Kristianstad.
Antes de pensar na equipa que terá de reconstruir, o Sporting mostrou a força daquela que ainda tem.















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