O Sporting entra esta quarta-feira na Liga dos Campeões com a ambição de prolongar o crescimento europeu da época passada, mas Rui Borges fez questão de colocar as competições numa hierarquia que a dimensão do adversário não altera: «A nossa Champions é o campeonato e será sempre o campeonato.» Ganhar ao Galatasaray é o objetivo imediato; transformar a Europa numa distração em relação à Liga não é uma possibilidade que o treinador aceite.
A distinção ganha relevância porque este Sporting já não é exatamente aquele que chegou aos quartos de final. O verão retirou várias referências e entregou espaço a jogadores mais jovens, alguns deles perante a primeira experiência na maior competição de clubes, obrigando Rui Borges a reconstruir relações sem suspender a exigência dos resultados.
Alvalade oferece uma primeira vantagem emocional. O treinador quer voltar a fazer da casa leonina um território difícil para os adversários, mas recusa utilizar aquilo que aconteceu na época passada como garantia para a nova. Mudaram jogadores, mudaram circunstâncias e o Galatasaray chega como campeão turco, com experiência europeia e qualidade suficiente para castigar aquilo que Rui Borges resume de forma simples: na Champions, meio erro pode tornar-se um golo.
Victor Osimhen estará ausente, tal como outras peças importantes, mas o Sporting não preparou um adversário diminuído a um jogador. Barış Yılmaz, Deniz Gül ou até Rafael Leão podem alterar a referência ofensiva, e Rui Borges prefere procurar as dinâmicas coletivas que permanecerão independentemente do nome escolhido por Okan Buruk.
Também há limitações leoninas. João Simões voltou ao trabalho, mas ainda não é opção, e Ibrahima Ba não será acelerado apenas porque o calendário entrou na Europa.
A época passada mostrou até onde o Sporting pode chegar.
Esta começa com uma equipa diferente e a mesma ambição, mas com uma ideia que Rui Borges não quer deixar perder no brilho da Champions.
A Europa mede o crescimento.
O campeonato continua a medir a prioridade.















