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Rúben Neves respondeu aos cânticos por Jota e Ronaldo pede expulsão definitiva dos adeptos

Médio do Al Hilal apontou para o céu durante o jogo e deixou uma resposta dura na zona mista. Cristiano Ronaldo exige agora uma punição da Liga saudita e defende que os responsáveis nunca mais entrem num estádio.

A provocação dirigida a Rúben Neves durante o Al Taawoun-Al Hilal ultrapassou rapidamente os limites do próprio jogo. Adeptos da equipa da casa entoaram o nome de Diogo Jota para atingir o internacional português, que reagiu ainda no relvado e deixou depois uma resposta curta na zona mista. No dia seguinte, Cristiano Ronaldo juntou-se à condenação e pediu à Liga saudita que identifique e afaste definitivamente dos estádios os responsáveis.

Neves percebeu a intenção dos cânticos durante a goleada do Al Hilal por 6-0 e respondeu primeiro com um aplauso irónico, antes de apontar para o céu e para os próprios olhos, numa indicação de que Deus estaria a observar aquilo que acontecia nas bancadas.

Depois do encontro, quando passou pelos jornalistas, não prolongou a discussão.

«Só espero que depois não vão rezar por causa do que fizeram.»

A referência atingia também a dimensão religiosa de um comportamento que provocou indignação dentro da própria Arábia Saudita. Diogo Jota, que morreu num acidente de viação em julho de 2025, era um dos amigos mais próximos de Rúben Neves, com quem partilhou balneários no FC Porto, Wolverhampton e seleção portuguesa.

Cristiano Ronaldo considerou que o episódio ultrapassou aquilo que pode ser aceite como provocação futebolística. O capitão da seleção portuguesa pediu uma atuação da organização da competição e defendeu que adeptos responsáveis por comportamentos desta natureza não devem voltar a entrar num estádio.

«Isto já não é futebol e tem de haver limites», escreveu.

A condenação estendeu-se a outros protagonistas do futebol saudita. Saleh Abu Al-Shamat, internacional do Al Ahli, considerou inadmissível utilizar familiares ou pessoas falecidas como arma de rivalidade e enquadrou também a crítica nos valores do Islão.

O comentador Waleed Al-Farraj fez uma distinção semelhante: provocar Cristiano Ronaldo com o nome de Messi pertence à lógica da rivalidade desportiva; recorrer à morte de um amigo próximo para tentar atingir um jogador pertence a outra realidade.

O Al Hilal saiu de Buraidah com seis golos e três pontos.

O episódio que ficou depois do jogo já não foi discutido como futebol.