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Rúben Dias recebe a braçadeira num City que perdeu Guardiola e grande parte da velha guarda

Português tornou-se capitão principal aos 29 anos, depois de uma renovação profunda do plantel. Maresca herdou apenas quatro jogadores do onze do triplete entre os atuais resistentes e entregou a liderança a um deles.

Rúben Dias tornou-se capitão principal do Manchester City no momento em que o clube mais precisa de referências para ligar duas eras. Pep Guardiola saiu depois de uma década, Bernardo Silva, Rodri e John Stones deixaram o plantel e um mercado de enorme dimensão colocou à disposição de Enzo Maresca uma equipa muito diferente daquela que dominou o futebol inglês nos últimos anos.

O central português chegou em 2020 e, aos 29 anos, passou rapidamente da condição de grande contratação para a de um dos jogadores mais antigos do grupo. Soma mais de 250 encontros pelo City, quatro Premier Leagues, uma Liga dos Campeões e duas Taças de Inglaterra e permanece, com Haaland, Foden e Rico Lewis, entre os resistentes da equipa do triplete de 2023.

A reconstrução deste verão foi particularmente profunda. O City investiu cerca de €534 milhões em reforços e recebeu mais de €350 milhões em vendas, substituindo experiência acumulada por jogadores como Enzo Fernández, Elliot Anderson e Ayyoub Bouaddi.

É precisamente nessa troca que Dias encontra energia para o novo ciclo. O capitão fala de jogadores que chegaram «desesperados por vencer» e considera que a combinação entre essa fome e a experiência de quem conhece o caminho dos títulos pode impedir que o sucesso recente se transforme em acomodação.

Maresca também representa simultaneamente rutura e continuidade. Sucede a Guardiola, mas conhece a estrutura por ter trabalhado anteriormente como adjunto no City, antes de construir carreira como treinador principal. Rúben Dias considera essa familiaridade importante para uma transição que descreve como difícil, mas que o plantel parece ter recebido com entusiasmo.

A braçadeira, garante, não altera aquilo que entende ser a sua função. Liderar continua a significar procurar o próprio melhor nível e exigir o mesmo aos outros.

O City mudou grande parte da equipa e mudou o homem do banco.

Rúben Dias passou a representar aquilo que não pretende mudar: a exigência de continuar a ganhar.