Gianluca Prestianni deu mais um passo na aproximação à seleção principal da Argentina. Aos 20 anos, o extremo do Benfica estreou-se como titular pela equipa de Lionel Scaloni na vitória por 4-0 sobre a Bolívia e somou a segunda internacionalização, num momento em que os argentinos começam a reorganizar a equipa depois do Mundial e a abrir espaço a uma geração mais nova.
Prestianni esteve em campo durante 56 minutos e encontrou um contexto diferente daquele que vive semanalmente no Benfica. Mais do que procurar uma afirmação individual imediata, o extremo identifica como primeira exigência perceber aquilo que Scaloni pretende dele. Explicou que lhe é pedido para alternar entre posições mais abertas e movimentos interiores, aproximando-se da bola e adaptando a ocupação dos espaços às necessidades de cada momento.
A experiência tem também uma dimensão geracional. Prestianni destaca a forma como os jogadores mais experientes encaram mesmo os encontros de preparação e admite que essa atitude acaba por «contagiar» quem chega com poucas internacionalizações. Para um jogador que ainda procura consolidar-se na seleção, o contacto diário com futebolistas habituados a conquistar títulos representa uma aprendizagem que ultrapassa a própria componente tática.
A chamada chega num dos melhores períodos da carreira do extremo. No Benfica, Prestianni soma oito golos e três assistências em 12 partidas nesta temporada, números que ajudam a explicar por que deixou de ser apenas uma opção de futuro para começar a entrar efetivamente nas decisões da seleção principal. A utilização frente à Bolívia confirma essa aproximação: depois da primeira internacionalização, surgiu agora a primeira oportunidade desde o início.
A Argentina ainda tem dois encontros nesta janela internacional, frente ao Burquina Faso e ao Benim, e Prestianni volta a partir como candidato a minutos. Para já, a questão principal deixou de ser saber quando chegaria à seleção. Chegou, foi titular e entrou na fase seguinte do percurso: demonstrar que consegue adaptar aquilo que já faz no Benfica a uma equipa onde o talento individual só ganha espaço depois de responder às exigências coletivas de Scaloni.















