O Moreirense recebe o Benfica esta quarta-feira, às 20h45, poucos dias depois de ter obrigado o FC Porto a uma reviravolta no Dragão e com Vasco Botelho da Costa a colocar a recuperação física antes de qualquer discussão tática. Uma equipa sem rotina de jogar de três em três dias terá de perceber primeiro quantos jogadores recuperaram suficientemente para voltar a competir à intensidade que o treinador considera indispensável diante de um dos candidatos ao título.
A dificuldade aumenta no meio-campo. Guilherme Liberato cumpre castigo pela expulsão frente ao FC Porto e João Veloso, cedido pelo Benfica, não pode enfrentar o clube de origem. Botelho da Costa tem alternativas num plantel que considera mais forte e diversificado do que o da época passada, mas terá de reconstruir uma zona importante para a pressão, os duelos e a primeira saída com bola.
O jogo do Dragão oferece uma referência competitiva, não um plano para repetir. O Moreirense conseguiu pressionar, atacar os espaços deixados pelo campeão e chegar à vantagem, mas o Benfica coloca mais jogadores entre linhas, procura com frequência o corredor central e tem outras formas de transformar a largura em desequilíbrio.
O encontro permitirá ainda ao Benfica acertar um calendário que continua condicionado pelo jogo em atraso da terceira jornada.
O Moreirense não pretende abdicar da identidade que Botelho da Costa vem construindo, assente na pressão e na vontade de ter bola, mas o próprio treinador reconhece que diante de adversários com esta qualidade a estratégia tem de responder àquilo que o jogo permitir.
A ambição continua a ser ganhar.
Antes disso, há uma pergunta bastante mais concreta.
Quanto do Moreirense que correu no Dragão estará novamente disponível três dias depois?















