A final do Mundial de 2030 ainda está a quatro anos de distância, mas Marrocos e Espanha já tratam a escolha do estádio como uma disputa de dimensão política e estratégica. Fouzi Lekjaa, presidente da federação marroquina, foi ao ponto de afirmar publicamente que o jogo decisivo será disputado em Casablanca, enquanto o lado espanhol continua a apresentar Madrid como a solução natural para o maior encontro da competição.
A candidatura é conjunta entre Portugal, Espanha e Marrocos, com os jogos comemorativos do centenário reservados a Uruguai, Argentina e Paraguai. Isso não significa, porém, que os três organizadores principais tenham o mesmo peso na distribuição dos encontros.
Portugal assumiu desde cedo uma dimensão mais curta, com Luz, Alvalade e Dragão como palcos da competição e Lisboa posicionada para receber uma das meias-finais. O país não entrou na corrida política pela final com a mesma intensidade dos outros dois parceiros.
Marrocos fez o contrário.
O novo Grande Estádio Hassan II, na região de Casablanca, foi projetado para aproximadamente 115 mil espectadores e tornou-se uma peça central da estratégia marroquina. A dimensão do recinto e o investimento em infraestruturas acompanham uma afirmação crescente do país dentro do futebol africano e internacional.
Espanha responde com o Santiago Bernabéu, cuja profunda reconstrução transformou o estádio do Real Madrid num recinto preparado para receber os maiores eventos mundiais. A força histórica do futebol espanhol e a infraestrutura já instalada são argumentos evidentes numa disputa que não se limita à capacidade das bancadas.
A escolha terá também uma componente de diplomacia desportiva.
Portugal parece ter definido aquilo que considera essencial receber e não disputa a mesma batalha. Espanha e Marrocos querem o jogo que concentra maior visibilidade, valor comercial e simbolismo de todo o Mundial.
Antes de existir uma seleção finalista, já há dois países a jogar pela final.















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