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Luís Godinho falhou penálti sobre Maxi, mas acertou nos outros lances decisivos

Rodrigo Pinheiro derrubou o uruguaio aos sete minutos e o VAR devia ter intervindo. O golo de Flávio Gonçalves foi bem anulado, o penálti sobre Ioannidis e o vermelho a Beney foram corretos e não houve falta no 1-1.

O principal erro da arbitragem no Famalicão-Sporting aconteceu cedo e prejudicou os leões: aos sete minutos, Rodrigo Pinheiro atingiu por duas vezes o tornozelo de Maxi Araújo dentro da área e provocou a queda do uruguaio. Luís Godinho mandou seguir e o VAR não o chamou ao monitor, quando existiam elementos para uma grande penalidade clara.

Foi o lance mais relevante que ficou por corrigir. Nos restantes episódios que tiveram influência direta no marcador, as decisões foram essencialmente corretas.

Aos 25 minutos, Flávio Gonçalves colocou a bola na baliza depois de uma excelente iniciativa individual, mas tocou-lhe com o braço imediatamente antes de marcar. A Lei 12 determina que um golo deve ser anulado quando o próprio marcador toca com a mão ou braço, ainda que acidentalmente, imediatamente antes da finalização. Tratando-se de uma situação factual, não era necessário Luís Godinho deslocar-se ao monitor.

Houve, contudo, outros erros disciplinares. Aos 33 minutos, Tamás Szucs pisou Geny Catamo e devia ter visto cartão amarelo. Aos 59, Gonçalo Inácio também escapou à advertência depois de chegar fora de tempo sobre Sorriso e lhe pisar o pé.

Aos 78 minutos, a equipa de arbitragem acertou na decisão que permitiu ao Sporting chegar à vantagem. Na sequência do lance, Suárez não comete falta sobre Marcos Peña e Irankunda também não empurra Pedro Bondo. O defesa famalicense acaba depois por pisar Ioannidis dentro da área. Grande penalidade corretamente assinalada e convertida por Suárez.

Também não oferece grande discussão o vermelho direto mostrado a Roméo Beney aos 87 minutos. Já sem a bola por perto, o jogador do Famalicão levantou intencionalmente a perna para trás e atingiu Maxi Araújo com a sola. A conduta violenta justificava a expulsão.

A última contestação surgiu no golo do empate. Fresneda pediu falta de Abubakar no duelo aéreo que antecedeu o autogolo de Gonçalo Inácio, mas o avançado do Famalicão saltou na vertical, cabeceou e não utilizou os braços para impedir o defesa de disputar a bola. O contacto posterior não altera a legalidade do lance.

Luís Godinho acabou, assim, uma noite muito contestada pelas duas equipas com um erro importante logo aos sete minutos e algumas falhas disciplinares, mas acertou no golo anulado, na grande penalidade da segunda parte, na expulsão de Beney e no lance que originou o empate.

O penálti sobre Maxi Araújo é a decisão que fica verdadeiramente por explicar.