Rafael Leão regressou a Alvalade oito anos depois de uma saída traumática, tentou antes do jogo reconstruir publicamente parte da ligação ao Sporting e encontrou nas bancadas uma resposta inequívoca: foi assobiado desde o aquecimento e voltou a ouvi-lo praticamente sempre que tocou na bola depois de entrar na segunda parte pelo Galatasaray.
Na véspera, o internacional português tinha tratado Alvalade como a sua casa, recordado a formação no clube e admitido que gostaria de regressar um dia para conquistar um campeonato de leão ao peito. A aproximação não apagou a memória da rescisão unilateral de 2018, após o ataque à Academia de Alcochete.
Quando entrou aos 58 minutos, os assobios aumentaram e houve ainda cânticos ofensivos vindos das bancadas. No final do 3-1, Leão saiu visivelmente abatido e recebeu palavras de alguns jogadores do Sporting antes de seguir para o túnel.
No dia seguinte surgiu outro gesto, pequeno mas significativo neste contexto: o extremo deixou de seguir a conta oficial do Sporting nas redes sociais.
Adriano Gonçalves, amigo e elemento da segurança pessoal do jogador, respondeu também publicamente à receção, lembrando que muitos dos adeptos que assobiaram Leão poderão aplaudi-lo quando regressar a Alvalade com a seleção portuguesa para defrontar o País de Gales.
Leão limitou a própria mensagem ao jogo e ao futuro imediato do Galatasaray: «Não é como começa mas sim como acaba. Seguimos juntos».
O regresso mostrou que a relação com o Sporting não desapareceu. Mostrou igualmente que está muito longe de estar reparada.















