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Jorge Mendes entra no debate da Bola de Ouro e escolhe Yamal sem deixar margem

Agente do jogador do Barcelona encontrou-se durante duas horas com Joan Laporta e, à saída, repetiu a escolha perante os jornalistas: considera o espanhol «o melhor do mundo, com muita diferença».

Jorge Mendes não se limitou a colocar Lamine Yamal entre os candidatos à Bola de Ouro de 2026. O empresário português eliminou qualquer gradação possível na própria escolha: para o agente que representa o jogador do Barcelona, Yamal deve ganhar porque é, nas suas palavras, o melhor futebolista do mundo «com muita diferença».

A declaração surgiu à saída de um jantar de aproximadamente duas horas com Joan Laporta, presidente do Barcelona, numa altura em que a votação para o prémio está em curso e a discussão sobre os principais candidatos ganhou intensidade.

Mendes foi questionado pelos jornalistas e respondeu primeiro sem hesitação.

«A Bola de Ouro é para Lamine Yamal, sem dúvida alguma.»

Antes de abandonar o local, reforçou a posição.

«É quem mais a merece.»

O entusiasmo do empresário deve naturalmente ser lido dentro do contexto que o próprio representa. Mendes é agente de Yamal e, portanto, não participa nesta discussão como observador neutro.

Isso não retira valor noticioso às declarações.

Pelo contrário, mostra que o círculo do jogador e do Barcelona entrou de forma assumida numa disputa que, nesta fase, também se faz de posicionamento público.

O próprio Yamal e Kylian Mbappé já tinham participado no debate, e as palavras de Mendes acrescentam agora uma voz com grande peso no futebol internacional e uma ligação direta ao candidato que defende.

O empresário não procurou uma formulação diplomática que reconhecesse vários jogadores ao mesmo nível.

«É o melhor do mundo, com diferença, com muita diferença, e vocês sabem disso», afirmou.

A frase é mais do que uma preferência.

É uma tomada de posição numa corrida individual em que a avaliação do rendimento se mistura inevitavelmente com narrativas construídas em torno dos candidatos.

A decisão, porém, não pertence a Jorge Mendes, a Laporta ou ao próprio Yamal.

Pertence a quem vota.

Mendes já fez a parte que lhe cabia nesta discussão.

Não apresentou um candidato.

Apresentou, para si, o vencedor.