O Estrela da Amadora vai receber o SC Braga em Alverca depois de a Liga Portugal interditar preventivamente o relvado do Estádio José Gomes, decisão que obrigou os tricolores a mudar de casa a cerca de 48 horas de um encontro em atraso da terceira jornada e desencadeou uma contestação que já ultrapassa a simples qualidade do terreno.
O clube não nega a existência de critérios mínimos para os relvados. Contesta a forma como foram aplicados depois de ter recebido indicações da Liga, realizado as intervenções solicitadas e investido aproximadamente €15 mil no processo. A equipa principal não treina no José Gomes desde 31 de julho e a empresa responsável pela manutenção comunicou, segundo o Estrela, que o terreno não colocava em causa a integridade física dos jogadores.
Há, contudo, uma consequência regulamentar objetiva por trás da interdição. O relvado recebeu 3,5 valores no jogo com o Sporting e 4 frente ao Famalicão; duas avaliações entre 2,50 e 4,49 num período de três encontros determinam a interdição preventiva até nova vistoria. A discussão levantada pelo Estrela começa, portanto, não na existência da regra, mas na coerência entre as indicações recebidas antes, os trabalhos realizados e a avaliação que acabou por produzir a mudança de estádio.
Rio Maior constava do licenciamento como recinto alternativo, mas a proximidade do Casa Pia-FC Porto tornou essa solução operacionalmente difícil. O Estádio do FC Alverca acabou por ser escolhido para o encontro.
O Estrela exige agora esclarecimentos e igualdade de critérios entre todos os clubes, enquanto prepara fora de casa um jogo que oficialmente continuará a disputar como anfitrião. A substituição integral do relvado da Reboleira já estava prevista para a próxima pausa das seleções.
A Liga resolveu onde se joga.
Fica por resolver uma questão diferente: se as regras estavam a conduzir à interdição, em que momento o clube ficou verdadeiramente em condições de saber que as intervenções feitas não chegariam para a evitar?















