O FC Porto apresentou diante do Manchester City a resposta física mais exigente da temporada, percorrendo 118,6 quilómetros e acumulando 3.600 metros em sprint, mas o contraste com a produção ofensiva ajuda a explicar por que uma exibição competitiva terminou sem pontos: quatro remates e nenhum enquadrado.
A diferença para os ingleses foi particularmente expressiva na corrida de alta intensidade. O City terminou com cerca de 2.700 metros de sprint, menos 900 do que os dragões, o que representa uma vantagem portista de aproximadamente 33 por cento nesse indicador.
Também a distância total percorrida atingiu o máximo dos seis jogos realizados pelo FC Porto esta época, mostrando que a exigência do adversário não produziu uma quebra física precoce. Pelo contrário, alguns dos períodos com maior volume de sprint surgiram entre os 45 e os 60 minutos e novamente entre os 75 e os 90, precisamente quando a equipa procurava reagir à desvantagem.
Os números ajudam a sustentar a satisfação de Francesco Farioli com a capacidade competitiva demonstrada perante um adversário de outro patamar financeiro e técnico. Pressionar o City, recuperar posições depois de a primeira pressão ser ultrapassada e continuar a perseguir o resultado exigiram uma disponibilidade física que o FC Porto conseguiu manter.
Há, porém, um limite evidente para aquilo que esses dados podem provar.
Correr mais não significa criar mais.
O FC Porto ultrapassou o City nos metros de sprint e atingiu um máximo próprio de distância, mas não obrigou Donnarumma a realizar uma defesa. Do outro lado, Diogo Costa foi sucessivamente chamado antes de Haaland marcar duas vezes.
A preparação física respondeu à Champions.
O passo seguinte é fazer com que essa intensidade chegue à baliza adversária com a mesma frequência com que chegou às pernas.















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