O FC Porto saiu de Rio Maior com várias críticas à arbitragem de José Bessa, mas os lances não sustentam todos a mesma conclusão. Houve uma grande penalidade por assinalar logo no primeiro minuto, quando Mandic atingiu Bednarek depois de o central já ter cabeceado, mas a mão de David Sousa aos 13 minutos não justificava castigo e o penálti que deu vantagem ao Casa Pia foi corretamente assinalado.
O primeiro caso é o erro mais claro. Mandic sai para tentar socar a bola, chega tarde e acerta com as luvas na cabeça de Bednarek, que já tinha realizado o cabeceamento. O contacto resulta de uma ação fora de tempo do guarda-redes e devia ter originado grande penalidade. Era também um lance com características suficientes para intervenção do VAR.
Aos 13 minutos, o FC Porto pediu novamente penálti quando David Sousa tocou na bola com a mão ao levantar-se depois de um desarme. O movimento foi casual, sem gesto deliberado para procurar ou aumentar o contacto, e a decisão de deixar jogar foi adequada.
Também não existiu infração quando o Casa Pia atrasou uma bola que Mandic agarrou posteriormente. O toque no pé de Pedro Rosas resultou de um ressalto e não de um passe deliberado ao guarda-redes.
A grande penalidade assinalada ao FC Porto na parte final do primeiro tempo é igualmente correta. Pablo Rosario entra no espaço de Selvi Clua e pontapeia o pé do jogador do Casa Pia quando este tem a bola à frente. Henrique Araújo converteu para o 1-0.
Pouco depois surgiu outro lance que justificava ação disciplinar. Khaly roda o corpo e atinge André Silva na face com a mão. A infração devia ter sido assinalada e acompanhada de cartão amarelo, não de expulsão. O defesa viria a ser advertido já na segunda parte por agarrar persistentemente o avançado portista.
Nos descontos, Mandic voltou a chegar atrasado, desta vez sobre Santiago Giménez, e derrubou o mexicano sem tocar na bola. A segunda grande penalidade portista da noite foi bem assinalada e o próprio avançado converteu-a para o 1-4.
Ficou ainda curta a compensação da segunda parte. Três golos, várias substituições, cartões e a pausa para hidratação justificavam mais do que os quatro minutos concedidos.
O FC Porto teve, portanto, matéria para reclamar.
Sobretudo no primeiro minuto.
Não em todos os lances que juntou posteriormente à acusação.















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