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Faltou amarelo na entrada sobre Banjaqui; penálti que virou o jogo foi bem assinalado

Gil Martins devia ter sido advertido aos 19 minutos, lance que levou Benfica e Prestianni a protestarem publicamente. João Gonçalves acertou, porém, nos principais episódios ligados ao marcador, incluindo a falta de Touré sobre Aursnes.

A entrada de Gil Martins sobre Daniel Banjaqui aos 19 minutos devia ter valido cartão amarelo e foi aí que o Benfica encontrou a razão mais sólida para protestar contra a arbitragem de João Gonçalves. O jogador do Gil Vicente entrou de sola, tocou inicialmente na bola e acabou por raspar o tornozelo do lateral encarnado. Não era lance para expulsão, mas justificava advertência.

Foi esse episódio que provocou a reação pública mais forte. O Benfica recuperou a expressão «coisas estranhas», utilizada por Francesco Farioli depois do Casa Pia-FC Porto, para acompanhar o vídeo do lance, enquanto Prestianni publicou uma mensagem a sublinhar que nem amarelo tinha sido mostrado. O argentino acabaria por apagar a publicação.

O erro existiu, mas não transforma a arbitragem numa sucessão de decisões desfavoráveis às águias. Nos lances diretamente ligados aos golos, João Gonçalves e o VAR estiveram globalmente bem.

Logo aos dois minutos, Pavlidis caiu na área quando procurava evitar Lucão, sem que existisse falta do guarda-redes ou de Buatu. Aos sete, Héctor Hernández estava em posição legal no momento do passe de Gil Martins, com Banjaqui a colocar o avançado em jogo. O 0-1 foi corretamente validado.

Também não havia penálti aos 15 minutos sobre Prestianni. O contacto de Zé Carlos foi ligeiro e não tinha intensidade suficiente para justificar castigo máximo.

O empate de Pavlidis, aos 29 minutos, esteve sob análise por eventual fora de jogo numa fase anterior da jogada e acabou corretamente confirmado pelo VAR.

Na segunda parte houve outros pormenores menos conseguidos. Aos 67 minutos, Buatu entrou atrasado sobre Pavlidis junto à meia-lua e ficou por assinalar um livre direto perigoso para o Benfica. Aos 78, pelo contrário, foi correta a decisão de não marcar penálti quando a bola ressaltou do próprio pé de Zé Carlos para a mão, com o braço numa posição natural. Aos 83, faltou apenas conceder um canto às águias.

O lance determinante surgiu aos 87 minutos. Tidjany Touré falhou a tentativa de jogar a bola, esticou a perna e atingiu Aursnes no joelho dentro da área. A falta é clara e o penálti que Pavlidis transformou no 2-1 foi corretamente assinalado e confirmado pelo VAR.

João Gonçalves teve, portanto, decisões discutíveis e um erro disciplinar evidente no lance de Banjaqui.

Mas o jogo não foi decidido por um penálti inexistente.

A grande penalidade que permitiu ao Benfica completar a reviravolta existiu.