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Navegação principal da época 2026/27.

Estrela esteve três vezes na frente; Rio Ave respondeu três vezes e salvou um ponto com dez

Marcus bisou numa segunda parte frenética, mas os vila-condenses nunca deixaram o jogo fugir e chegaram ao 3-3 através de um penálti muito contestado pelos tricolores. Pepa saiu dos Arcos a dizer que lhe «tiraram dois pontos».

O Estrela da Amadora esteve três vezes em vantagem, marcou três golos fora de casa e jogou os últimos 20 minutos contra um adversário reduzido a dez. Não ganhou. O Rio Ave respondeu sempre que ficou para trás e encontrou no penálti convertido por Blesa o 3-3 definitivo, num jogo caótico, cheio de mudanças de marcador e que terminou com Pepa profundamente revoltado com a arbitragem.

A primeira vantagem tricolor surgiu aos 21 minutos, com Ianis Stoica a resolver uma boa ação individual e a confirmar uma característica que a equipa de Pepa tem mostrado neste início de campeonato: não precisa de muitas cerimónias para chegar à baliza.

O Rio Ave não se desfez e conseguiu chegar ao intervalo empatado. Petrasso apareceu na sequência de um canto aos 45+3 e fez o 1-1, resultado que parecia oferecer alguma serenidade antes de uma segunda parte em que praticamente tudo aconteceu depressa demais.

Abraham Marcus recolocou o Estrela na frente aos 53 minutos, num remate em que Van der Gouw podia ter feito bastante melhor. Três minutos depois, Galcík respondeu de fora da área e encontrou a mesma colaboração involuntária na baliza contrária, com Leo Linck a deixar passar uma bola que também parecia defensável.

O 2-2 durou pouco.

Aos 61 minutos, Stoica construiu pela esquerda e Marcus apareceu ao segundo poste para completar o bis e colocar novamente o Estrela na frente. À terceira vantagem, os tricolores pareciam finalmente ter encontrado a forma de escapar.

O contexto tornou-se ainda mais favorável pouco depois. Sotiris Silaidopoulos esgotou as substituições aos 68 minutos e, praticamente na primeira arrancada depois de entrar, Nelson Abbey lesionou-se sozinho. O Rio Ave ficou com dez jogadores sem que existisse qualquer expulsão.

Foi nessa inferioridade que os vila-condenses encontraram forças para regressar pela terceira vez ao resultado. Aos 79 minutos, Blesa converteu uma grande penalidade num lance que incendiou o banco do Estrela e que continuou a dominar a discussão depois do apito final.

A indignação de Pepa tem uma parte particularmente concreta na origem da jogada. O lançamento lateral que antecede o penálti foi executado vários metros à frente do local onde a bola tinha saído e devia ter sido controlado pela equipa de arbitragem. Esse erro de reposição não significa automaticamente que o contacto posterior dentro da área deixe de poder ser falta, e os elementos disponíveis não permitem transformar a contestação ao penálti numa certeza técnica de que o castigo máximo foi mal assinalado.

O treinador tricolor foi muito mais longe. Classificou o lance como «surreal», afirmou que a arbitragem lhe retirou dois pontos e descreveu um balneário revoltado, embora tenha feito questão de separar a crítica aos árbitros do mérito do Rio Ave, que nunca deixou de perseguir o resultado.

Esse mérito existe. Com dez jogadores, três vezes em desvantagem e depois de três jornadas sem pontuar, a equipa de Vila do Conde encontrou sempre uma resposta.

Também existe, do outro lado, uma razão evidente para a frustração do Estrela. Produzir três vantagens fora de casa e não conseguir transformar nenhuma delas em vitória é uma oportunidade perdida, mesmo que a equipa continue sem conhecer a derrota no campeonato.

Foi um empate de seis golos.

Para o Rio Ave, soube a resistência.

Para o Estrela, dificilmente deixará de saber a dois pontos que ficaram nos Arcos.