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Diogo Costa voltou a parar quase tudo e continua no Dragão quando o mercado já levou tantos outros

Capitão portista resistiu ao Manchester City enquanto foi possível e recebeu elogios até de Haaland. Aos 26 anos, reúne currículo, regularidade e estatuto internacional, mas os grandes negócios do mercado continuam a passar sobretudo por outras posições.

Diogo Costa perdeu o jogo com o Manchester City por 2-0 e saiu dele ainda mais valorizado. Durante a primeira parte, o capitão do FC Porto transformou sucessivas ocasiões inglesas em defesas, adiou Haaland, respondeu a Foden e Cherki e manteve uma partida equilibrada até aquilo que nenhum guarda-redes consegue fazer sozinho deixar de chegar.

Haaland marcou duas vezes, mas terminou a noite a elogiar quem lhe tinha negado outras. A imagem resume bem a posição atual do internacional português: é titular da Seleção, capitão do campeão nacional e reconhecido pelos adversários de elite, mas continua no futebol português depois de mais um mercado sem uma transferência para um dos grandes clubes europeus.

A permanência surpreende sobretudo porque Diogo já cumpriu quase todos os testes normalmente exigidos a um guarda-redes antes de um negócio de grande dimensão. Tem 26 anos, experiência de Champions, Europeus e Mundial, decidiu jogos em séries de penáltis e atravessou também períodos de erro sem perder o estatuto.

A diferença está num mercado que continua a avaliar a posição de forma muito diferente daquela que utiliza para avançados, extremos ou médios jovens.

Um atacante pode atingir valores extraordinários com base no que poderá vir a produzir; aos guarda-redes exige-se normalmente um histórico mais longo. Mesmo os recordes da posição permanecem distantes dos números que se tornaram comuns noutras zonas do campo.

O FC Porto protege Diogo Costa com uma cláusula de €75 milhões, um valor que traduz a importância desportiva do jogador e que simultaneamente reduz o universo de potenciais compradores. Existem soluções competentes por menos dinheiro e são poucos os clubes dispostos a concentrar semelhante investimento na baliza.

Isso não significa que Diogo tenha deixado de despertar interesse.

Significa que o mercado ainda não encontrou a combinação entre necessidade, capacidade financeira e vontade suficiente para retirar ao FC Porto um jogador que já não precisa de provar que consegue competir entre os melhores.

Contra o City voltou a fazê-lo.

Mesmo numa derrota.