Ian Cathro quer voltar a viver em Portugal e descreve a ligação construída com o país de uma forma que já ultrapassa o futebol. O treinador escocês, atualmente no Saint-Étienne, admite que pensa em português antes de traduzir para inglês e afirma sentir-se culturalmente mais próximo de Portugal do que do país onde nasceu.
A passagem pelo Estoril aprofundou uma relação que vinha de trás e acabou por envolver também a família. Cathro conta que fala quase sempre português com a filha e recorda a experiência de viver em Cascais como decisiva para a vontade de regressar. O objetivo é conseguir uma residência que lhe permita passar no país uma parte significativa da vida.
A ligação ao Estoril também permanece. Apesar do último lugar atualmente ocupado pela equipa na Liga, o treinador acredita que existe competência para fazer melhor e interpreta as mudanças no plantel como o início de um novo ciclo. Considera que a sua saída coincidiu naturalmente com o fim de uma etapa para vários jogadores e responsáveis.
Cathro recorda ainda o episódio que ficou associado à expressão «big balls», utilizada depois de uma derrota do Estoril em Alvalade. O treinador diz não esquecer esse momento, embora hoje destaque mais o contexto e a aprendizagem retirada do que a frase que se tornou viral.
No Saint-Étienne, a exigência ganhou outra escala. Cathro avisa que quem procura uma vida fácil não escolhe aquele clube e associa a dificuldade à responsabilidade de trabalhar numa instituição de grande dimensão. Entre o desafio francês e a vontade declarada de regressar a Portugal, o treinador mantém aberta uma relação com o país que já define como parte da própria identidade.















