Okan Buruk regressa a Alvalade seis anos depois de uma eliminatória que acabou por ter consequências muito maiores do que a passagem do Basaksehir aos oitavos de final da Liga Europa. O treinador do Galatasaray recuperou a história com humor e reclamou para si uma pequena parte do percurso que viria a levar Rúben Amorim ao Sporting.
Em fevereiro de 2020, o Sporting ganhou 3-1 em Lisboa e parecia ter a eliminatória controlada, mas perdeu 4-1 após prolongamento em Istambul. Buruk era o treinador do Basaksehir e lembrou agora que pouco depois chegaria Amorim, concluindo que os adeptos leoninos até deveriam agradecer-lhe pela contribuição indireta para os títulos seguintes.
A cronologia merece uma pequena precisão. Silas não saiu imediatamente depois desse 4-1, mas revelou mais tarde que a decisão de abandonar o cargo começou precisamente após a eliminação na Turquia e ficou tomada nos dias seguintes. Ainda orientou a derrota em Famalicão antes de confirmar a saída; Rúben Amorim chegaria logo depois.
A graça de Buruk funciona porque o Sporting que encontra agora tem pouco a ver com aquele que ajudou a eliminar. O ciclo iniciado semanas depois daquele jogo devolveu campeonatos ao clube, e a equipa chegou na época passada aos quartos de final da Champions, consolidando um estatuto europeu que o treinador turco reconheceu na antevisão.
Buruk estudou os primeiros encontros desta temporada e identificou sobretudo velocidade nas transições, capacidade para alterar posições durante o jogo e perigo em remates exteriores.
Em 2020, uma derrota europeia ajudou a acelerar uma mudança histórica no Sporting.
Buruk volta agora para medir uma das consequências dessa mudança.















