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Navegação principal da época 2026/27.

Dois penáltis, duas intervenções do VAR e a crítica do FC Porto a Luís Godinho

Os dois golos do triunfo portista nasceram de grandes penalidades que Luís Godinho não assinalou inicialmente. O VAR Bruno Esteves chamou o árbitro em ambas as situações e as decisões foram alteradas. Apesar do 2-0, o FC Porto recuperou um episódio da época passada para contestar publicamente a atuação do juiz.

O FC Porto venceu o Alverca por 2-0 através de duas grandes penalidades, mas encontrou na forma como ambas foram assinaladas motivo para contestar Luís Godinho. Nos dois lances, o árbitro deixou inicialmente o jogo prosseguir e só mudou a decisão depois da intervenção do VAR Bruno Esteves.

O primeiro penálti surgiu num lance sobre André Silva e permitiu ao próprio avançado abrir o marcador. Mais tarde, o ponta de lança voltou a ser derrubado na área e Gabri Veiga converteu a segunda grande penalidade.

O elemento comum às duas situações foi o procedimento arbitral: nenhuma foi identificada inicialmente por Luís Godinho. Em ambos os casos, Bruno Esteves interveio a partir da sala de vídeo e o árbitro acabou por assinalar penálti.

Foi precisamente aí que o FC Porto centrou a crítica após o encontro. O clube recuperou um antecedente da época anterior, também com Luís Godinho, na receção ao Nacional, e acusou o juiz de voltar a «fazer vista grossa a dois penáltis a favor do FC Porto».

Os dragões sublinharam, porém, uma diferença essencial entre os dois episódios. Desta vez, segundo a posição oficial do clube, a intervenção do VAR permitiu que as decisões fossem corrigidas dentro do próprio jogo.

A discussão fica, portanto, menos centrada no desfecho dos lances do que na capacidade do árbitro para os identificar em tempo real. As duas decisões acabaram por ser favoráveis ao FC Porto, mas só depois da revisão promovida pelo vídeo-árbitro.

É também isso que torna particular a contestação portista: o clube não reclamou por ter sido prejudicado no resultado final. Venceu precisamente com dois golos nascidos das decisões corrigidas. O protesto dirige-se à arbitragem de campo e à necessidade de o VAR intervir duas vezes em situações que acabaram por determinar o marcador.

No essencial, o jogo deixou uma sequência pouco habitual: dois penáltis, dois golos e duas alterações da decisão inicial após intervenção do VAR. O resultado ficou em 2-0; a discussão do FC Porto com Luís Godinho começou depois.