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Navegação principal da época 2026/27.

André Silva revive o Dragão, Veiga pede mais e Farioli trava o entusiasmo

O avançado descreveu como especial o regresso aos golos pelo FC Porto nove anos depois, Gabri Veiga avisou que esta ainda não é a melhor versão dos campeões e Francesco Farioli valorizou sobretudo a eficácia e os três pontos, reconhecendo que o Alverca expôs problemas que a equipa terá de corrigir.

A vitória por 2-0 sobre o Alverca deixou satisfação pelo resultado, mas pouca vontade de esconder as imperfeições. André Silva viveu o momento mais emocional da noite, Gabri Veiga pediu evolução e Francesco Farioli reconheceu que o FC Porto esteve longe da exibição que pretende construir ao longo da época.

Para André Silva, o regresso aos golos pelo clube teve um significado especial. Nove anos depois de ter marcado pela última vez de azul e branco, o avançado converteu o primeiro penálti e resumiu o momento como «viver um sonho pela primeira vez outra vez».

«Marcar aqui no Dragão, no meu clube, com estes adeptos» tornou a noite particularmente marcante para o ponta de lança, embora o próprio tenha colocado o resultado coletivo acima da celebração individual. «Podemos dar mais, podemos fazer melhor, mas é importante darmos o primeiro passo desta forma, com uma vitória e três pontos em casa.»

André Silva esteve também na origem da segunda grande penalidade. Estava preparado para voltar a assumir a cobrança, mas Gabri Veiga pediu-lhe a bola. O avançado aceitou e explicou a decisão através da lógica coletiva: «No FC Porto priorizamos esse espírito.»

Veiga converteu e começou a Liga com um golo, mas recusou transformar o 2-0 numa conclusão sobre o verdadeiro nível da equipa. «Ainda não é a nossa melhor versão. Estamos no caminho certo, mas temos de melhorar», afirmou.

O médio espanhol assumiu também maior responsabilidade pessoal para a nova época. «Tenho de dar um passo em frente, estou aqui para isso», disse, antes de afastar qualquer preocupação com os rivais: «Não olhamos para ninguém, só temos olhos para nós.»

Francesco Farioli apresentou uma leitura semelhante, mas mais detalhada. Gostou da entrada da equipa e valorizou a eficácia, embora tenha admitido que o jogo se afastou rapidamente do cenário pretendido.

O treinador identificou perdas de bola em excesso, falta de jogo interior na primeira parte e dificuldades perante a capacidade física do Alverca. O adversário conseguiu oito remates e obrigou Diogo Costa a intervenções importantes.

«Diogo Costa ajudou-nos muito a não sofrermos golos», reconheceu Farioli, num dos sinais mais claros de que o 2-0 não correspondeu a um domínio absoluto dos campeões.

A noite terminou ainda com preocupação física. André Silva saiu depois de torcer o pé e admitiu que as imagens do lance lhe tinham causado alguma apreensão. Farioli confirmou que a situação precisava de ser analisada «mais a fundo». Martim Fernandes sofreu também uma pancada no pé.

O FC Porto saiu, portanto, da primeira jornada com aquilo que procurava na classificação e com margem evidente para crescer no campo. Entre a emoção de André Silva, a exigência de Gabri Veiga e o diagnóstico de Farioli, ninguém confundiu os três pontos com uma exibição acabada.