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Navegação principal da época 2026/27.

William e Pepê chegam à Champions com oito ações de golo e as alas transformadas numa arma do FC Porto

Brasileiros somam quatro contribuições diretas cada nas seis vitórias consecutivas dos dragões. William prepara-se para a estreia na Liga dos Campeões e a concorrência aumentará com o regresso de Pietuszewski.

O FC Porto chega à receção ao Manchester City com seis vitórias em seis jogos oficiais e uma parte importante da produção ofensiva concentrada nos dois corredores. William Gomes e Pepê somam, em conjunto, oito participações diretas em golos e transformaram as alas numa das principais fontes de desequilíbrio da equipa de Francesco Farioli.

Os números estão distribuídos de maneira diferente.

William soma dois golos e duas assistências.

Pepê ainda não precisou de finalizar para atingir o mesmo total de participações: já ofereceu quatro golos aos companheiros.

Só Gabri Veiga apresenta uma produção ofensiva superior no início da temporada, com três golos e duas assistências.

A importância da dupla brasileira, porém, não se resume à soma.

Os dois oferecem características diferentes em lados opostos.

William recebe preferencialmente à direita e procura acelerar para dentro através do pé esquerdo, oferecendo remate, condução e capacidade para atacar zonas próximas da área.

Pepê parte do corredor contrário com maior disponibilidade para combinar, acelerar sem bola e encontrar o último passe.

O resultado é uma equipa capaz de criar perigo pelos dois lados sem exigir aos extremos exatamente o mesmo comportamento.

Os números também mostram uma evolução individual.

Pepê já alcançou cerca de 40 por cento das participações diretas em golos que conseguiu durante toda a temporada anterior.

William igualou, em apenas seis partidas, as duas assistências que tinha produzido em 2025/26.

O desafio seguinte aumenta significativamente a exigência.

O Manchester City visita o Dragão na terça-feira para a abertura da fase de liga da Champions e o FC Porto regressa à principal competição europeia frente a um adversário que nunca conseguiu vencer nos quatro confrontos anteriores.

Para Pepê, o contexto é conhecido.

Para William será diferente.

O extremo de 20 anos prepara-se para a estreia absoluta na Liga dos Campeões, depois de ter disputado apenas a Liga Europa desde a chegada ao FC Porto.

É também uma nova montra para um jogador cuja valorização acelerou desde a transferência do São Paulo.

William tem contrato até 2029 e uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros.

Farioli dispõe, entretanto, de alternativas capazes de impedir que o bom início transforme a titularidade numa garantia.

Borja Sainz já marcou duas vezes entrando como solução ofensiva e Oskar Pietuszewski aproxima-se do regresso depois da lesão muscular que o impediu de competir no início da época.

A concorrência vai aumentar.

Por enquanto, os lugares pertencem aos brasileiros.

O FC Porto ganhou os seis jogos.

William e Pepê participaram diretamente em oito golos.

Na terça-feira, a velocidade que tem desequilibrado o campeonato será testada contra um adversário que obrigará os dois extremos a mostrar não apenas quanto conseguem atacar.

Mas também quanto conseguem fazer o FC Porto respirar quando o jogo deixar de lhe pertencer.