O FC Porto chega à receção ao Manchester City com seis vitórias em seis jogos oficiais e uma parte importante da produção ofensiva concentrada nos dois corredores. William Gomes e Pepê somam, em conjunto, oito participações diretas em golos e transformaram as alas numa das principais fontes de desequilíbrio da equipa de Francesco Farioli.
Os números estão distribuídos de maneira diferente.
William soma dois golos e duas assistências.
Pepê ainda não precisou de finalizar para atingir o mesmo total de participações: já ofereceu quatro golos aos companheiros.
Só Gabri Veiga apresenta uma produção ofensiva superior no início da temporada, com três golos e duas assistências.
A importância da dupla brasileira, porém, não se resume à soma.
Os dois oferecem características diferentes em lados opostos.
William recebe preferencialmente à direita e procura acelerar para dentro através do pé esquerdo, oferecendo remate, condução e capacidade para atacar zonas próximas da área.
Pepê parte do corredor contrário com maior disponibilidade para combinar, acelerar sem bola e encontrar o último passe.
O resultado é uma equipa capaz de criar perigo pelos dois lados sem exigir aos extremos exatamente o mesmo comportamento.
Os números também mostram uma evolução individual.
Pepê já alcançou cerca de 40 por cento das participações diretas em golos que conseguiu durante toda a temporada anterior.
William igualou, em apenas seis partidas, as duas assistências que tinha produzido em 2025/26.
O desafio seguinte aumenta significativamente a exigência.
O Manchester City visita o Dragão na terça-feira para a abertura da fase de liga da Champions e o FC Porto regressa à principal competição europeia frente a um adversário que nunca conseguiu vencer nos quatro confrontos anteriores.
Para Pepê, o contexto é conhecido.
Para William será diferente.
O extremo de 20 anos prepara-se para a estreia absoluta na Liga dos Campeões, depois de ter disputado apenas a Liga Europa desde a chegada ao FC Porto.
É também uma nova montra para um jogador cuja valorização acelerou desde a transferência do São Paulo.
William tem contrato até 2029 e uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros.
Farioli dispõe, entretanto, de alternativas capazes de impedir que o bom início transforme a titularidade numa garantia.
Borja Sainz já marcou duas vezes entrando como solução ofensiva e Oskar Pietuszewski aproxima-se do regresso depois da lesão muscular que o impediu de competir no início da época.
A concorrência vai aumentar.
Por enquanto, os lugares pertencem aos brasileiros.
O FC Porto ganhou os seis jogos.
William e Pepê participaram diretamente em oito golos.
Na terça-feira, a velocidade que tem desequilibrado o campeonato será testada contra um adversário que obrigará os dois extremos a mostrar não apenas quanto conseguem atacar.
Mas também quanto conseguem fazer o FC Porto respirar quando o jogo deixar de lhe pertencer.















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