O principal problema do Vitória SC já deixou de precisar de interpretação.
Precisa de pontaria.
A equipa vimaranense é aquela que mais remata na Liga depois de cinco jornadas, com 96 tentativas, mas marcou apenas três golos e soma quatro pontos.
A contradição explica grande parte do início de temporada.
O Vitória consegue chegar.
Consegue instalar-se no meio-campo adversário.
Consegue terminar jogadas.
Não consegue transformar esse volume em golos suficientes para ganhar.
O empate com o Casa Pia tornou o problema particularmente visível.
A equipa criou oportunidades, acertou nos ferros, colocou jogadores frente ao guarda-redes e terminou a partida sem marcar.
Não foi um episódio isolado.
As 96 finalizações acumuladas colocam os vimaranenses acima de FC Porto, Benfica e Sporting no volume de remates.
Ao mesmo tempo, a quantidade de tentativas que nem sequer acertam na baliza é igualmente a mais elevada do campeonato, com uma diferença expressiva para os restantes clubes.
Tiago Margarido já identificou a eficácia como a principal necessidade.
O treinador considera que a equipa produz futebol suficiente para ter mais pontos, mas os resultados começaram a transformar desperdício em pressão.
Quatro pontos em cinco jornadas representam o pior arranque do Vitória desde 2011/12.
A bancada também começa a responder.
Num clube com exigência elevada e forte participação dos adeptos, a diferença entre aquilo que a equipa cria e aquilo que consegue converter deixou de funcionar como atenuante.
O Vitória não precisa de encontrar maneira de chegar mais vezes.
Já chega mais do que todos.
Precisa de deixar de precisar de tantas tentativas para marcar.















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