O FC Porto regressa à Liga dos Campeões com Manchester City no Dragão e Liverpool em Anfield como referências mais imediatas de um sorteio que André Villas-Boas recebeu com ambição. O presidente portista considera que uma presença nos quartos de final representaria um grande objetivo para uma equipa que volta ao principal palco europeu.
Além do City, o Dragão receberá PSV, Nápoles e Slavia de Praga. Fora de casa, os campeões nacionais visitarão Liverpool, Betis, Feyenoord e LASK.
O grau de dificuldade está distribuído por todo o calendário. O Manchester City continua entre as equipas com maior capacidade individual da competição, o Liverpool acrescenta o contexto de Anfield e o Nápoles oferece outro adversário oriundo de um dos principais campeonatos europeus.
PSV e Feyenoord transportam também referências conhecidas. O primeiro visita o Dragão, enquanto os portistas terão de deslocar-se a Roterdão. O Betis acrescenta Espanha ao percurso e Slavia de Praga e LASK surgem como jogos em que qualquer perda de pontos poderá pesar bastante na classificação única.
Villas-Boas colocou a análise acima da simples dificuldade dos nomes. O presidente lembrou que o FC Porto é bicampeão europeu, está entre os clubes com maior número de participações na competição e regressa carregando uma história que cria responsabilidade.
É nesse contexto que surgem os quartos de final. O dirigente não os apresentou como uma obrigação imediata, mas como uma referência compatível com aquilo que o FC Porto representa na Europa. A ideia é avançar passo a passo e perceber até onde a equipa poderá chegar.
Francesco Farioli mostrou-se mais prudente. O treinador considera positivo conhecer os adversários, mas entende que qualquer leitura detalhada ainda é prematura enquanto os mercados permanecem abertos e várias equipas continuam a alterar os plantéis.
O próprio FC Porto ainda poderá mexer. Villas-Boas confirmou que existem posições em que a estrutura gostaria de intervir caso apareçam condições adequadas nos últimos dias da janela.
O sorteio trouxe também uma dimensão emocional. A viagem a Liverpool poderá servir para uma homenagem conjunta a Diogo Jota, ligado aos dois clubes durante a carreira.
Também o encontro com o PSV poderá recuperar uma memória portista recente. Villas-Boas defendeu que Luuk de Jong seja convidado e homenageado quando os neerlandeses visitarem o Dragão.
O jogo com o Betis poderá ainda devolver o FC Porto a Sevilha, cidade associada à conquista da Taça UEFA em 2003, enquanto o Feyenoord recupera ligações recentes ao mercado portista.
O sorteio combina assim dificuldade, memória e ambição. Manchester City e Liverpool estabelecem o teto competitivo imediato; PSV, Nápoles, Betis e Feyenoord aumentam a densidade do percurso; Slavia e LASK são encontros onde a margem para desperdiçar pontos será reduzida.
Villas-Boas não promete os quartos. Ao colocá-los no horizonte, define porém a ambição deste regresso: o FC Porto não volta à Champions apenas para recuperar presença. Volta para tentar recuperar peso.















