Jornada.pt
PesquisarEntrar

Jornadas

Navegação principal da época 2026/27.

Vicens rejeita o calendário como desculpa e pede «energia e personalidade» no dérbi

Braga recebe o Vitória apenas quatro dias depois do compromisso europeu. Treinador valoriza o apuramento para a Liga Conferência, mas considera que a falta de eficácia ofensiva só seria preocupante se a equipa deixasse de criar.

Carlos Vicens recusa transformar o menor tempo de recuperação numa explicação antecipada para aquilo que acontecer no dérbi minhoto. O SC Braga recebe o Vitória de Guimarães esta segunda-feira, às 20h15, poucos dias depois do compromisso europeu, e o treinador exige uma equipa capaz de responder com «energia, carácter, agressividade e personalidade».

O Braga chega ao encontro depois de cumprir o primeiro grande objetivo da temporada, assegurando presença na fase de liga da Liga Conferência. A consequência é precisamente aquela que Vicens espera repetir: semanas curtas, menos tempo de recuperação e necessidade de utilizar um plantel construído para competir em várias frentes.

«O calendário é o que é», resumiu o treinador, rejeitando que a diferença de ritmo para o Vitória possa ser apresentada como vantagem ou desvantagem automática.

Há uma dimensão mais relevante na preparação. O adversário iniciou a época com novo treinador e ainda oferece uma amostra curta do comportamento que poderá apresentar na Pedreira, enquanto o Braga acumula já vários jogos oficiais por força das eliminatórias europeias.

Vicens preocupa-se mais com a capacidade da própria equipa para transformar domínio em golos. O Braga tem conseguido chegar com frequência à área adversária, mas nem sempre converte o volume criado.

O espanhol vê aí um problema de execução, não de identidade. Considera que os jogadores sabem como chegar ao ataque e que a ideia coletiva está assimilada. «Estaria preocupado se não criássemos ocasiões», explicou.

A final da Taça da Liga perdida em janeiro precisamente diante do Vitória também não entra no discurso como combustível emocional. Vicens considera esse episódio encerrado e prefere enquadrar o dérbi na exigência do presente.

A mesma lógica serve para a Liga Conferência. Os adversários já são conhecidos, mas o treinador empurrou qualquer discussão europeia para outubro. Até lá, o jogo prioritário é o próximo.

Também o mercado não deverá alterar substancialmente essa concentração. Vicens considera que o Braga preparou cedo as necessidades do plantel, sem depender de operações de última hora, embora admita movimentos durante os últimos dias da janela.

O dérbi aparece, assim, como primeiro teste doméstico imediatamente posterior à qualificação europeia. O Braga conseguiu chegar à fase de liga. Agora terá de demonstrar que a Europa não lhe retira aquilo que Vicens mais quer ver na Pedreira: intensidade suficiente para jogar um dérbi como se não existisse cansaço acumulado.