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Navegação principal da época 2026/27.

Data: 22 de agosto – 10 de setembro de 2026

VAR levou Guida ao penálti do 3-1 numa arbitragem com protestos mas sem caso decisivo por resolver

Italiano não assinalou inicialmente a mão de Tobias Bech, reviu o lance no monitor e corrigiu a decisão. Não há base técnica publicada para transformar os restantes contactos reclamados na área em erros de arbitragem.

A principal decisão de Marco Guida no Benfica-Aarhus surgiu imediatamente antes do intervalo e precisou da intervenção do VAR. O árbitro italiano não detetou em campo a mão de Tobias Bech depois de um cabeceamento de Tomás Araújo, mas Michael Fabbri recomendou a revisão e Guida, depois de consultar as imagens, assinalou a grande penalidade que Pavlidis transformou no 3-1.

O procedimento foi o adequado ao protocolo: a decisão inicial foi deixar jogar, o VAR identificou um possível erro claro e óbvio numa situação factual relevante dentro da área e o árbitro foi chamado ao monitor para proceder à avaliação final.

As imagens disponíveis mostram a bola a atingir o braço de Bech depois do desvio de Tomás Araújo. Guida reviu a posição e a ação do braço do jogador dinamarquês e alterou a decisão. Pavlidis marcou aos 45+2.

O lance teve também importância competitiva. O Aarhus tinha reduzido para 2-1 poucos minutos antes e o terceiro golo devolveu ao Benfica uma margem de segurança ainda antes do intervalo.

Houve outros momentos em que jogadores e público da Luz pediram grande penalidade, mas não se encontra, até ao momento, uma análise técnica especializada publicada que permita classificar essas situações como erros de Guida. Sem esse suporte, não é rigoroso transformar protesto, contacto e decisão arbitral em três conceitos equivalentes.

Também não houve intervenção do VAR nesses episódios capaz de indicar a identificação de um erro claro por parte da equipa de arbitragem.

No plano disciplinar, Leandro Barreiro viu cartão amarelo depois de chegar atrasado a uma disputa e pisar o pé de um adversário. A sanção enquadrou uma entrada negligente e condicionou posteriormente a gestão feita por Marco Silva, que retirou o médio já na segunda parte também para não expor a equipa ao risco de uma segunda advertência.

O encontro não teve expulsões nem uma sucessão de decisões disciplinares capazes de alterar o equilíbrio competitivo.

Marco Guida foi auxiliado por Giorgio Peretti e Giuseppe Perrotti, com Fabio Maresca como quarto árbitro. Michael Fabbri desempenhou as funções de VAR e Daniele Chiffi de AVAR.

O dado mais importante da arbitragem acaba, assim, por ser simples: no lance de maior impacto, a decisão de campo estava incompleta e o sistema de vídeo cumpriu a função para que foi criado.

Guida não viu a mão em direto. O VAR viu, chamou-o e o árbitro corrigiu.

Num jogo em que o Benfica criou muito mais problemas ao Aarhus do que a arbitragem criou ao Benfica, foi essa a decisão que verdadeiramente mexeu no marcador.