Jornada.pt
PesquisarEntrar

Jornadas

Navegação principal da época 2026/27.

Um em cada cinco jogadores do Mundial mudou de clube e Portugal foi terceiro em contratações

267 futebolistas presentes no torneio trocaram de equipa durante o verão e movimentaram mais de 3,3 mil milhões de dólares. Mercado masculino internacional ultrapassou 12.500 transferências.

O Mundial de 2026 prolongou-se muito para além da final. Dos 1.248 jogadores convocados para a competição, 267 mudaram de clube durante a janela de transferências que se seguiu ao torneio, o equivalente a 21,4 por cento do universo de participantes.

Os negócios envolvendo esses futebolistas movimentaram mais de 3,3 mil milhões de dólares em taxas de transferência.

O fenómeno ajuda a medir a influência que uma competição desta dimensão continua a exercer sobre o mercado.

Alguns jogadores chegaram ao torneio já como ativos de enorme valorização. Outros transformaram as semanas nos Estados Unidos, México e Canadá numa montra capaz de alterar o respetivo estatuto.

O caso mais caro foi o de Enzo Fernández.

O antigo médio do Benfica deixou o Chelsea para reforçar o Manchester City numa operação de cerca de 146 milhões de euros, estabelecendo um novo máximo no futebol inglês.

O mercado global também atingiu dimensões inéditas.

Foram realizadas 12.575 transferências internacionais no futebol masculino e o investimento acumulado ultrapassou 9,8 mil milhões de dólares.

Inglaterra liderou novamente a despesa, à frente de Itália, Espanha e França.

Portugal destacou-se por outro indicador.

Os clubes nacionais contrataram 451 jogadores internacionais, o terceiro maior número entre todos os países, apenas atrás de Inglaterra, com 512, e Espanha, com 466.

Também houve grande circulação em sentido contrário: 458 jogadores deixaram clubes portugueses para o estrangeiro.

O saldo financeiro foi positivo. Portugal gastou aproximadamente 301 milhões de dólares e recebeu cerca de 642 milhões.

A dimensão do movimento confirma uma característica estrutural do futebol português.

Compra muito.

Vende ainda mais.

E o Mundial voltou a funcionar como acelerador de ambas as coisas.