O Torreense recebeu o sorteio da Liga Europa com a consciência da diferença de dimensão para muitos dos adversários, mas sem abdicar da ambição que o levou até esta fase. Olympiacos, Real Sociedad, Celtic, Ferencváros, Sunderland, Lech Poznan, Ararat-Armenia e Lillestrøm formam o primeiro grande calendário europeu da equipa de Torres Vedras.
André Sabino, responsável pela estrutura do futebol, resume a presença numa palavra: orgulho. O dirigente reconhece que qualquer combinação saída dos potes teria produzido dificuldades, mas considera que a equipa tem agora a oportunidade de mostrar num patamar superior as características que permitiram construir o percurso.
Real Sociedad e Sunderland foram recebidos com particular entusiasmo pelo plantel. Sabino acompanhou à distância a reação dos jogadores e recebeu imagens do balneário durante o sorteio, num retrato da dimensão que estes confrontos assumem para um grupo pouco habituado a este palco.
O Torreense receberá Olympiacos, Celtic, Sunderland e Ararat-Armenia. Fora de casa, deslocar-se-á aos terrenos de Real Sociedad, Ferencváros, Lech Poznan e Lillestrøm.
Os encontros considerados em casa serão disputados em Leiria, solução encontrada para responder às exigências da competição europeia.
A preparação não começou agora. Depois da final da Taça, a estrutura percebeu que precisava de se adaptar a um nível competitivo diferente e reforçou áreas que considerou fundamentais. O plantel está fechado e a SAD entende que dispõe dos meios possíveis para enfrentar o desafio.
Sabino não procura esconder as limitações. O Torreense terá menos recursos do que vários dos adversários e enfrentará contextos desconhecidos. A resposta que pretende dar assenta noutras variáveis: organização, ambição e capacidade para competir.
O clube vive simultaneamente um período invulgar, com as equipas masculina e feminina envolvidas nas competições europeias. O crescimento aconteceu depressa. A Liga Europa transforma agora essa evolução numa exigência concreta.















