O Sunderland continua interessado em Geny Catamo, mas a nova proposta prometida pelo clube inglês ainda não chegou formalmente a Alvalade.
Os ingleses já tinham apresentado uma oferta de 30 milhões de euros fixos acrescida de dez milhões dependentes de objetivos. O Sporting rejeitou o pacote e foi informado de que o Sunderland pretendia rever os valores em alta.
Esse segundo documento continua, contudo, por aparecer.
A ausência de um novo avanço não significa que o processo esteja encerrado. O internacional moçambicano permanece no radar do clube orientado por Régis Le Bris e o Sporting admite que a pressão poderá regressar durante a fase final da janela.
O tempo joga, porém, contra o comprador.
A estrutura leonina entende que qualquer saída se tornará progressivamente mais difícil de aceitar à medida que se aproxima 4 de setembro, data de encerramento do mercado em Portugal.
A explicação é desportiva. Geny é uma das principais soluções para o corredor direito e a margem para encontrar um substituto com capacidade para entrar imediatamente na equipa diminui de dia para dia.
Rui Borges tem Luís Guilherme como alternativa direta e Salvador Blopa poderá também ser utilizado nesse espaço quando recuperar da lesão muscular, embora deva dividir atividade entre a equipa principal e a formação B.
Do lado do jogador, as condições financeiras oferecidas pelo Sunderland seriam muito superiores às atuais. Em Inglaterra espera-o um salário aproximadamente cinco vezes maior, além da possibilidade de disputar a Premier League e a Liga Europa.
Isso torna o acordo pessoal uma parte potencialmente menos complexa do processo do que o entendimento com o Sporting.
O Sunderland sabe quanto já ofereceu e sabe que não chegou. Também sabe que esperar não deverá tornar Geny mais barato.
Em Alvalade, cada dia que passa reduz o tempo para substituir um titular. E aumenta o preço da decisão.















