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Sporting assume consolidação europeia como prioridade e dá mercado por praticamente fechado

A terceira presença consecutiva na Champions surge depois dos quartos de final da última época. Estrutura leonina mostra-se satisfeita com compras e vendas e recusa estabelecer um limite para o percurso europeu.

O Sporting entra na terceira Liga dos Campeões consecutiva já não apenas com a satisfação de estar entre os melhores, mas com a responsabilidade criada pelo próprio percurso. Depois de alcançar os quartos de final na última temporada, a estrutura leonina aponta agora para a consolidação do clube neste nível sem transformar essa ambição numa meta rígida.

Bernardo Palmeiro, diretor-geral do futebol profissional, coloca precisamente aí o significado principal do sorteio. Barcelona, Manchester City, Manchester United, Roma, Galatasaray, Shakhtar Donetsk, LASK e Lens formam um calendário exigente, mas o dirigente prefere olhar para a continuidade: são três anos seguidos do Sporting na principal competição europeia.

O percurso da época passada alterou também a referência. A eliminação apenas nos quartos de final, diante do Arsenal, mostrou que a presença não tem de se limitar à fase inicial. Palmeiro evita prometer uma repetição ou estabelecer um objetivo mínimo, mas admite que a equipa pode voltar a chegar longe.

O sorteio distribuiu quatro encontros por Alvalade. Barcelona, Manchester United, Galatasaray e LASK jogarão em Lisboa. Os leões deslocam-se a Manchester para defrontar o City, a Roma, a Lens e a Londres para o encontro com o Shakhtar Donetsk.

A afirmação europeia coincide com uma profunda renovação do plantel. Rui Borges considera-o, à partida, fechado e a estrutura mostra-se satisfeita com o cumprimento dos objetivos definidos para compras e vendas.

João Virgínia já saiu para o Wolverhampton, enquanto Pedro Gonçalves e Daniel Bragança continuam com situações por resolver. No sentido contrário, as últimas operações acrescentaram Moncef Zekri e Kaique a um grupo rejuvenescido em várias posições.

A avaliação interna não significa que o mercado esteja formalmente encerrado. Ainda podem ocorrer movimentos até ao limite da janela. Mas o Sporting entra nos últimos dias sem sentir necessidade de reconstruir aquilo que preparou durante o verão.

A Champions será o teste mais exigente dessa reconstrução. O clube mudou jogadores e características, mas pretende preservar o estatuto conquistado nos últimos anos: não apenas participar regularmente, mas começar a ser reconhecido como uma presença habitual entre os principais clubes europeus.