A contratação de Souza ao Tottenham reorganizou os últimos dias de mercado do FC Porto na defesa. O brasileiro resolve a ausência prolongada de Zaidu, reduz a urgência de contratar Youri Baas e, simultaneamente, aumenta as probabilidades de Francisco Moura continuar no Dragão.
O interesse em Baas não desapareceu.
O FC Porto abordou o Ajax para perceber as condições de uma operação pelo defesa de 23 anos, que Francesco Farioli conhece particularmente bem. Foi com o italiano em Amesterdão que o neerlandês se afirmou definitivamente como central depois de regressar de um empréstimo ao NEC.
É canhoto, pode atuar como lateral-esquerdo e já mostrou capacidade para desempenhar funções no meio-campo. O perfil encaixa na ideia de Farioli, sobretudo pela qualidade na construção.
O obstáculo é económico.
Baas tem contrato até 2028 e o Ajax não precisa de vender a qualquer preço. Depois dos primeiros contactos, a SAD portista percebeu que o custo necessário para desbloquear a transferência torna o dossiê difícil, apesar de existir abertura para conversar.
A chegada de Souza muda também a situação de Francisco Moura.
O lateral português ainda não se estreou oficialmente esta época e tinha mercado em diferentes campeonatos. A lesão de Zaidu, porém, retirou margem ao FC Porto para perder outra solução do lado esquerdo.
Existe ainda uma razão administrativa relevante: Moura conta como jogador formado localmente para efeitos de inscrição europeia, estatuto que assume especial importância num plantel construído com muitos jogadores contratados no estrangeiro.
Uma proposta próxima dos dez milhões de euros ainda poderia obrigar a SAD a reavaliar a posição, mas a tendência é agora de permanência.
Souza chega para competir imediatamente; Moura volta a ganhar espaço; Baas permanece uma oportunidade interessante, mas não uma necessidade que obrigue o FC Porto a aceitar as condições do Ajax.
Nos últimos dias de mercado, essa diferença pode ser decisiva.















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