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Navegação principal da época 2026/27.

Data: 22 de agosto – 10 de setembro de 2026

Sorriso conquista espaço nos Açores e dá ao Santa Clara desequilíbrio pela direita

Extremo brasileiro de 20 anos destacou-se nas duas primeiras jornadas e esteve na origem do penálti que decidiu a vitória em Viseu. Alcunha acompanha-o desde os sete anos.

Sorriso precisou de apenas duas jornadas para começar a justificar a aposta do Santa Clara. O extremo brasileiro de 20 anos assumiu protagonismo no corredor direito, acrescentando velocidade, drible e profundidade a uma equipa que começou a Liga com um empate frente ao Nacional e uma vitória no terreno do Académico de Viseu.

A estreia diante do rival madeirense terminou 2-2, depois de o Santa Clara ter desperdiçado uma vantagem de dois golos, mas já deixou sinais claros sobre o reforço proveniente do Athletico Paranaense. Sorriso procurou repetidamente o duelo individual e foi uma das principais vias de aceleração da equipa de Petit.

Em Viseu, a influência teve consequência direta no resultado. Foi sobre o extremo que nasceu a falta dentro da área que permitiu a Gonçalo Paciência converter, aos 14 minutos, o penálti do 0-1. O resultado não voltou a mexer e o Santa Clara conquistou a primeira vitória da época.

A forma como Sorriso estica o jogo tem dado à equipa açoriana uma solução diferente. Parte normalmente da direita, mas procura tanto a linha como movimentos interiores, obrigando a defesa adversária a decidir entre acompanhá-lo ou proteger zonas mais centrais.

A adaptação ao futebol português também está a ser rápida para um jogador que realiza a primeira experiência fora do Brasil. Formado no Athletico Paranaense, chegou aos Açores neste verão e assinou contrato até junho de 2029.

Antes mesmo da Liga já tinha deixado um primeiro sinal na preparação, marcando num jogo particular frente ao Leça.

O nome pelo qual é conhecido acompanha-o há muito mais tempo do que a carreira profissional. A alcunha nasceu em Bandeirantes quando tinha cerca de sete anos.

A explicação é tão simples como o nome sugere. Diziam que sorria quando estava feliz e continuava a sorrir mesmo quando alguma coisa o irritava.

Durante algum tempo, quando chegou ao Athletico Paranaense, a alcunha ficou escondida. Foi um antigo companheiro, Lima, quem voltou a recuperá-la sem sequer saber que já fazia parte da infância do extremo.

No Santa Clara deixou definitivamente de ser apenas uma história de balneário. Sorriso é agora o nome nas costas de um jogador que começou a época a obrigar os adversários a olhar para o corredor direito dos açorianos.