Bruno Fernandes tentou explicar a derrota do Manchester United diante do Hull City e acabou por receber uma crítica tão direta quanto as palavras que tinha dirigido à própria equipa.
Paul Scholes não gostou da intervenção do capitão após o 0-2 no arranque da Premier League e considera que, tendo em conta a exibição individual do português, talvez tivesse sido melhor não falar.
Bruno apontara para problemas conhecidos.
Disse ter visto os “mesmos erros da época passada” nos jogos fora de casa, criticou a facilidade com que o United permitiu ao Hull ter bola e reclamou mais intensidade na pressão e maior agressividade.
As bolas paradas ocuparam o centro da análise.
Foi aí que o Manchester United sofreu os dois golos e Bruno considerou que a equipa não conseguiu igualar a intensidade de um adversário que explorou precisamente esse tipo de situação.
Scholes não rejeitou necessariamente o diagnóstico.
Questionou o mensageiro.
O antigo médio quis perceber exatamente a que erros Bruno se referia e lembrou que o capitão também realizou uma exibição insuficiente para se colocar à margem da responsabilidade coletiva.
A derrota tornou o início da temporada particularmente desconfortável porque o Hull regressara à Premier League e encontrou um United ainda incapaz de transformar maior estatuto e posse de bola em controlo efetivo do jogo.
Bruno tentou assumir a responsabilidade de capitão identificando publicamente o que considera necessário corrigir.
Scholes respondeu com outra ideia de liderança.
Antes de explicar os erros dos outros, é preciso jogar suficientemente bem para que as palavras não regressem imediatamente a quem as disse.















