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Rui Borges mantém Zalazar no centro do processo apesar da quebra de rendimento

Contratação mais cara da história leonina perdeu influência depois da estreia forte, mas treinador vê o momento como parte das «dores de crescimento» de uma equipa profundamente renovada.

Rodrigo Zalazar continuará no onze do Sporting apesar de ter perdido algum do impacto apresentado na primeira jornada. Rui Borges entende que a quebra recente faz parte da adaptação coletiva de uma equipa profundamente renovada e prefere consolidar as ligações do uruguaio com os novos companheiros a retirar-lhe já responsabilidade criativa.

O início tinha elevado imediatamente as expectativas.

Zalazar marcou e assistiu frente ao Estrela da Amadora e foi uma das figuras do encontro. Nos jogos seguintes participou menos na definição e teve maior dificuldade para aparecer nas zonas onde o Sporting pretende que seja decisivo.

Rui Borges não vê aí uma perda de confiança.

O treinador entende as oscilações como parte das «dores de crescimento» de uma equipa mais jovem e com várias peças novas.

No caso de Zalazar, o problema é também geométrico.

Começou a época como número dez mais fixo, mas tem derivado frequentemente para a esquerda, trocando posições com Flávio Gonçalves e libertando o corredor para as subidas de Maxi Araújo.

Ao mesmo tempo, precisa de coordenar melhor os momentos de criação com Issa Doumbia. O médio italiano é mais forte no transporte e na rutura, obrigando Zalazar a perceber quando deve aproximar-se da bola e quando deve ocupar uma zona mais adiantada.

Luis Suárez acrescenta outra relação ainda em construção.

O colombiano sai frequentemente da área para associar e Rui Borges pretende que Zalazar reconheça esses movimentos para ocupar a zona de finalização deixada livre. É uma dinâmica particularmente importante para um médio que marcou 23 golos na última temporada ao serviço do Braga.

Foi precisamente essa capacidade que ajudou a justificar o investimento de 30 milhões de euros, o maior da história do Sporting.

O preço também cria impaciência.

Cada jogo menos conseguido é avaliado à escala de uma contratação recorde, mas Rui Borges não pretende que essa expectativa altere o processo.

Zalazar continua a jogar porque o treinador acredita que é através dele que parte importante das novas relações ofensivas terá de amadurecer.