Rui Borges considera que o plantel do Sporting está, à partida, fechado. A poucos dias do fim do mercado, o treinador não exclui uma surpresa, mas trabalha com a equipa atual e assume como principal desafio acelerar a adaptação de um grupo mais jovem e com características diferentes daquele que teve anteriormente.
A mudança é particularmente visível no corredor central. O técnico lembrou que Doumbia chega da segunda divisão italiana, Sergi vinha sendo utilizado pelo Betis numa função diferente e Flávio Gonçalves deu o salto a partir da equipa B. Zalazar apresenta maior experiência no futebol português, mas o conjunto continua a atravessar um processo de adaptação.
Rui Borges não procura reproduzir exatamente o futebol que construía com jogadores que entretanto saíram. Morita oferecia maior capacidade para pausar o jogo; Doumbia entrega outras características. A resposta, para o treinador, passa por adaptar as dinâmicas coletivas aos jogadores disponíveis, e não exigir aos novos elementos que imitem os anteriores.
A juventude é assumida como parte do projeto. A média de idades dos reforços ronda os 21 anos e o treinador aceita as naturais «dores de crescimento» de uma equipa que continua obrigada a lutar por todas as competições.
Também os reforços mais recentes entram nessa lógica. Rui Borges destacou a maturidade de Moncef Zekri apesar dos 17 anos e vê no jovem lateral margem para crescer junto de Maxi Araújo. Kaique foi apresentado como uma oportunidade identificada pelo clube para a baliza.
No ataque, Fotis Ioannidis treinou durante toda a semana e está apto para o encontro com o Rio Ave. Luis Suárez também está convocado e o treinador voltou a tratar qualquer dúvida sobre o futuro do colombiano como um «não-assunto»: está a trabalhar, está focado e continua nas opções.
O Sporting encontrará em Vila do Conde uma equipa que Rui Borges espera forte nos duelos, agressiva e confortável no jogo direto. O técnico identifica aí a primeira exigência imediata de uma equipa em transformação: continuar a crescer sem permitir que o processo de renovação reduza a competitividade.















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