Jornada.pt
PesquisarEntrar

Jornadas

Navegação principal da época 2026/27.

Data: 22 de agosto – 10 de setembro de 2026

Roma tem duas oportunidades para comprar metade de Mora e FC Porto pode decidir em 2028

Italianos podem adquirir os restantes 50 por cento dos direitos económicos por 25 milhões de euros. Dragões dispõem de uma opção de venda incondicional que, segundo os detalhes conhecidos, só poderá ser exercida em 2028.

A estrutura da transferência de Rodrigo Mora para a Roma reserva decisões importantes para os próximos dois anos. Depois de pagar 25 milhões de euros por 50 por cento dos direitos económicos do jogador, a Roma poderá adquirir a metade restante por outros 25 milhões, enquanto o FC Porto conserva uma opção própria que lhe permitirá forçar essa venda.

O comunicado portista tornou públicos os princípios financeiros da operação, mas não especificou quando cada mecanismo poderá ser utilizado. Os pormenores entretanto conhecidos indicam que a Roma terá duas oportunidades para exercer a opção de compra dos restantes 50 por cento, uma em 2027 e outra em 2028.

O FC Porto dispõe de uma possibilidade diferente. A opção de venda é incondicional e poderá, segundo as informações conhecidas sobre o contrato, ser exercida em 2028, depois da última oportunidade concedida à Roma para adquirir a percentagem restante.

Na prática, os dois mecanismos funcionam em sentidos opostos. Se a Roma exercer a sua opção, paga mais 25 milhões e passa a deter a totalidade dos direitos económicos. Se não o fizer, o FC Porto poderá, quando chegar a sua janela contratual, decidir vender a percentagem que ainda conservar, obrigando o clube italiano a comprá-la pelo mesmo valor de referência.

É esta possibilidade que permite aos dragões controlar uma parte importante do resultado financeiro final. O FC Porto pode chegar aos 50 milhões de euros através da venda da totalidade dos direitos ou optar por conservar uma percentagem e continuar exposto à valorização futura de Mora.

Existe ainda proteção para cenários em que a Roma tente alienar o jogador antes de o mecanismo ficar completamente resolvido. Segundo os detalhes divulgados sobre o contrato, se o clube italiano vender Mora no verão de 2027 por menos de 50 milhões de euros, terá de pagar 25 milhões ao FC Porto. A mesma obrigação estará prevista em caso de rescisão do contrato do jogador.

A base da transferência mantém-se inalterada: 25 milhões de euros fixos por 50 por cento dos direitos económicos, mais um máximo de dois milhões associado a objetivos desportivos.

O negócio não deve, por isso, ser lido como uma venda imediata por 50 milhões. Esse valor representa o patamar que o FC Porto poderá alcançar através dos mecanismos contratualmente previstos para a metade que ainda conserva.

A calendarização explica também por que razão a operação continuará relevante muito depois desta janela de transferências. Em 2027 caberá primeiro à Roma decidir se quer aumentar a sua participação. Em 2028 haverá nova oportunidade para os italianos e, depois dela, o FC Porto poderá tomar a iniciativa.

Mora já pertence desportivamente à Roma. Financeiramente, porém, o dossiê está longe de terminar.