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Navegação principal da época 2026/27.

Data: 22 de agosto – 10 de setembro de 2026

Primeiro penálti claro, segundo mais discutível numa noite com a nova regra das lesões em evidência

Buhari travou Huseinbasic na grande penalidade do 1-0. Aos 83 minutos, Barbara voltou a apontar para a marca após um contacto de Fischer com Víctor Gómez. Não foi encontrada análise técnica especializada publicada que permita tratar o segundo lance como erro arbitral.

Ishmael Barbara teve três momentos particularmente relevantes no SC Braga-Áustria Viena: as duas grandes penalidades favoráveis aos minhotos e a aplicação do novo protocolo que obriga determinados jogadores assistidos por lesão a permanecerem um minuto fora do terreno após o recomeço do jogo.

No primeiro penálti existe pouco espaço para discussão.

Buhari Ibrahim perdeu o controlo da jogada, Denis Huseinbasic ganhou-lhe a posição e avançou para a baliza. O defesa procurou recuperar por trás e travou a progressão do médio dentro da área. Barbara estava bem colocado e apontou imediatamente para a marca dos onze metros.

Também a descrição austríaca do encontro reconhece a infração, identificando a ação de Buhari sobre o ombro de Huseinbasic como a origem do castigo máximo.

Pau Víctor converteu e colocou o Braga em vantagem aos 25 minutos.

A segunda grande penalidade, perto do final, oferece menos consenso.

Num duelo aéreo, o cotovelo de Manfred Fischer atingiu Víctor Gómez e Barbara voltou a assinalar penálti. A cobertura austríaca da partida descreveu a decisão como severa, embora reconhecendo a existência do contacto.

É importante distinguir essa apreciação jornalística de uma análise técnica de arbitragem. Até ao momento, não foi encontrada uma avaliação especializada publicada que, com base nas Leis do Jogo e nas imagens, classifique a decisão como correta ou incorreta.

Sem esse elemento, não é rigoroso transformar a existência de contacto numa conclusão automática num ou noutro sentido.

Pau Víctor voltou a marcar, mas desta vez apenas a bola: Samuel Radlinger defendeu o penálti e manteve momentaneamente o 1-0.

O VAR, entregue ao dinamarquês Jonas Hansen, não determinou qualquer alteração às duas decisões tomadas por Barbara em campo.

Houve ainda um episódio de natureza completamente diferente que provocou a reação de Carlos Vicens.

Vítor Carvalho apresentou problemas físicos e permaneceu temporariamente fora do terreno, deixando o Braga em inferioridade numérica. No final, o treinador questionou a situação e rejeitou qualquer suspeita de que a equipa estivesse a tentar consumir tempo.

A explicação está nas alterações às Leis do Jogo introduzidas para 2026/27.

Um jogador de campo cuja lesão provoque a interrupção do jogo, ou que seja avaliado ou assistido dentro do terreno, deve abandonar o relvado e permanecer fora durante um minuto contado a partir do reinício da partida.

A medida pretende simultaneamente dar tempo à equipa médica para avaliar o jogador e reduzir a utilização das lesões como forma de interromper o ritmo do encontro.

Existem exceções, entre elas lesões graves, colisões envolvendo guarda-redes ou situações em que a lesão resulta de uma infração pela qual o adversário é advertido ou expulso.

Sem o relatório arbitral e sem conhecer todos os detalhes da assistência prestada a Vítor Carvalho, não é possível determinar se existia alguma exceção aplicável naquele momento. A permanência temporária fora do terreno é, contudo, um procedimento expressamente previsto nas regras em vigor nesta temporada e não uma sanção disciplinar aplicada ao jogador ou ao Braga.

É essa distinção que ajuda a enquadrar o protesto de Vicens.

Do ponto de vista do treinador, existia um problema muscular real e não uma estratégia para perder tempo. Do ponto de vista regulamentar, a razão clínica da assistência não elimina automaticamente o período obrigatório fora do terreno quando estão preenchidas as condições previstas no protocolo.

No restante encontro, a equipa de arbitragem teve influência limitada. Não houve expulsões nem um conjunto de decisões disciplinares capaz de alterar o sentido do jogo.

O balanço deve, portanto, permanecer onde os factos permitem colocá-lo.

O primeiro penálti foi sustentado por uma infração clara de Buhari. O segundo nasceu de um contacto efetivo de Fischer com Víctor Gómez, mas admite maior discussão e não dispõe ainda de análise técnica independente suficiente para uma conclusão categórica. E a situação de Vítor Carvalho, embora tenha desagradado a Vicens, enquadra-se numa das mudanças regulamentares mais relevantes desta temporada.

Três situações diferentes que exigem também três avaliações diferentes. É precisamente aí que começa uma análise de arbitragem.