Pablo Gozálbez precisou da primeira titularidade da época para alterar a própria posição na hierarquia do Arouca. Depois de entrar a partir do banco nas três jornadas iniciais, o espanhol começou frente ao Marítimo e participou diretamente no golo que decidiu a vitória por 2-1.
O momento chegou aos 55 minutos.
Taichi Fukui encontrou Gozálbez no interior da área, descaído para a esquerda, e o médio colocou de pé esquerdo a bola no espaço exato onde Iván Barbero atacava. O ponta de lança cabeceou para o 2-1 e completou a reviravolta arouquense.
A assistência não foi um episódio desligado das características do jogador.
Gozálbez sente-se confortável a aparecer em rutura a partir de posições interiores e tem qualidade para decidir quando recebe perto da área. Foi precisamente essa mobilidade que Vasco Seabra procurou ao lançá-lo de início depois de três jornadas em que funcionara essencialmente como solução de segunda parte.
A escolha também ajudou o Arouca a corrigir um jogo que começou favorável ao Marítimo.
Os insulares chegaram à vantagem através de Martín Tejón, mas Espen Van Ee empatou antes do intervalo e Barbero completou a reviravolta após a combinação entre Fukui e Gozálbez.
O espanhol soma agora 52 partidas pelo Arouca desde que chegou do Valência no início de 2024/25.
Os dois golos e três passes para finalização nesse período não traduzem por inteiro um jogador cuja influência aparece muitas vezes antes da última ação, na forma como encontra espaços entre setores e atrai adversários para libertar os corredores.
Até sábado, porém, faltava-lhe uma oportunidade inicial nesta época.
Recebeu-a.
E transformou-a no passe que decidiu o jogo.















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