Pedro Gonçalves aproxima-se do fecho do mercado ainda sem uma solução para deixar o Sporting. Depois de dois meses em que a saída foi tratada como o cenário esperado, o tempo começa a abrir uma possibilidade que parecia remota no início do verão: continuar em Alvalade.
Pote tem contrato com o Sporting até 2030 e permanece ligado ao trabalho da equipa, embora não faça parte das opções competitivas de Rui Borges nesta fase. O jogador e o clube assumiram a procura de um novo desafio, mas nenhuma transferência foi concluída.
O Al Ittihad esteve entre os destinos mais associados ao médio e o processo chegou a ser apontado como próximo de uma resolução. A operação, contudo, não se materializou e as alternativas diminuem à medida que o mercado se aproxima do fim.
Rui Borges não transformou essa situação numa rutura definitiva. O treinador já afirmou que, se Pedro Gonçalves e Daniel Bragança permanecerem depois do encerramento da janela, serão novamente jogadores com quem contará «com todo o gosto».
A hipótese tem peso desportivo. Pote foi um dos jogadores mais influentes do Sporting nos últimos anos, participou diretamente na recuperação dos títulos nacionais e oferece capacidade de criação e finalização que não desaparece por ter sido colocado no mercado.
O problema é agora de enquadramento. Durante semanas, o Sporting construiu a nova temporada admitindo a saída do jogador e o próprio Pote preparou-se para terminar um ciclo. Se nenhuma proposta fechar esse processo, clube, treinador e futebolista terão de redefinir a relação.
A poucos dias do fim do mercado, a questão já não é apenas para onde poderá sair Pedro Gonçalves. É também perceber o que fará o Sporting se ele não sair.















