Pedro Gonçalves começou a nova vida na Fiorentina olhando para dois portugueses de gerações diferentes. Cristiano Ronaldo é o jogador que identifica como ídolo. Rui Costa é a referência daquilo que gostaria de construir em Florença.
«Espero conseguir chegar a esse patamar.»
A comparação não é estatística nem pretende colocar Pote imediatamente ao nível de uma das maiores figuras estrangeiras da história recente da Fiorentina.
É uma ambição.
Rui Costa representou o clube durante sete temporadas, tornou-se capitão, conquistou troféus e criou uma ligação à cidade que permaneceu muito depois da saída para o Milan.
Pote chega aos 28 anos e num momento completamente diferente da carreira.
Deixou o Sporting depois de seis temporadas, 239 jogos, 97 golos e sete títulos e procura agora a primeira experiência fora de Portugal desde a entrada no futebol sénior.
A apresentação deixou claro aquilo que pretende transportar para Itália.
Golos e assistências fazem parte da identidade, mas o português colocou também a relação com os adeptos entre os objetivos.
Quer que as bancadas reconheçam um jogador disposto a «dar tudo» pela equipa.
O negócio começou por empréstimo.
A Fiorentina paga 2,5 milhões de euros pela cedência e a cláusula de 22,5 milhões pode tornar-se obrigatória se forem alcançados determinados objetivos de utilização.
Pote precisa primeiro de conquistar o presente.
Só depois poderá discutir qualquer comparação com o passado.
Em Florença, já escolheu a medida.
Chama-se Rui Costa.















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