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Navegação principal da época 2026/27.

Portugal perdeu o controlo depois de mandar no início e a Geórgia castigou a ansiedade em Matosinhos

Seleção chegou a ter 11 pontos de vantagem e ainda liderava ao intervalo, mas caiu na segunda metade e perdeu por 98-90. Neemias Queta terminou com 20 pontos, 11 ressaltos e quatro desarmes de lançamento.

Portugal começou o encontro com a Geórgia como uma equipa preparada para aproveitar a vitória histórica conseguida em Espanha e terminou-o a correr atrás de um adversário que soube transformar ansiedade portuguesa em pontos. A derrota por 98-90, em Matosinhos, impede a Seleção de entrar nos lugares de apuramento direto para o Mundial de 2027 e devolve peso às quatro jornadas que ainda faltam disputar.

O início foi praticamente o oposto do desfecho.

Empurrados por um Centro de Desportos e Congressos esgotado, os jogadores de Mário Gomes começaram agressivos, atacaram o cesto e chegaram a construir uma vantagem de 11 pontos durante o primeiro período.

A Geórgia não permitiu que essa diferença se transformasse em controlo.

Sandro Mamukelashvili assumiu progressivamente o ataque visitante e ajudou a reduzir a distância até ao 42-41 com que Portugal chegou ao intervalo.

A segunda parte mudou definitivamente a relação de forças.

Portugal começou a perder bolas, precipitou lançamentos e deixou de conseguir controlar o ritmo. O problema tornou-se particularmente evidente quando a Geórgia aumentou a intensidade física e encontrou sucessivamente vantagens antes de a defesa portuguesa estar organizada.

No último período, a diferença chegou aos 15 pontos e obrigou Mário Gomes a sucessivas tentativas de interrupção através de descontos de tempo.

Já era tarde.

Mamukelashvili terminou com 22 pontos e seis ressaltos e foi a principal referência da recuperação georgiana.

Neemias Queta respondeu com uma das melhores exibições individuais portuguesas: 20 pontos, 11 ressaltos, três assistências e quatro desarmes de lançamento.

Nem isso chegou.

A derrota ganha dimensão adicional porque Portugal vinha de vencer Espanha por 95-89 e poderia ter aproveitado o desaire espanhol diante da Grécia para melhorar significativamente a posição no Grupo I.

Em vez disso, os Linces ficam com 12 pontos e continuam fora dos três primeiros lugares que dão acesso ao Mundial.

Seguem-se a receção à Ucrânia e a deslocação à Geórgia em novembro.

Portugal continua dentro da corrida.

Sai de Matosinhos, porém, com uma oportunidade desperdiçada e uma lição evidente: a qualidade que permitiu criar vantagem não chegou quando o jogo exigiu serenidade para a conservar.