O FC Porto foi multado em 2.040 euros pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol devido ao comportamento dos seus adeptos durante o encontro com o Rio Ave, disputado em Vila do Conde na segunda jornada do campeonato.
O montante resulta de duas sanções distintas.
A utilização de engenhos pirotécnicos nas bancadas originou uma multa de 1.530 euros, enquanto um cântico ofensivo dirigido ao Benfica valeu aos dragões uma segunda penalização, no valor de 510 euros.
Embora ocorridos durante o mesmo encontro, os comportamentos são tratados autonomamente no plano disciplinar, uma vez que correspondem a infrações de natureza diferente.
A pirotecnia continua a ser uma das ocorrências mais frequentemente identificadas nos relatórios dos delegados da Liga e posteriormente sancionadas pelo Conselho de Disciplina. Os regulamentos responsabilizam os clubes pelos comportamentos atribuídos aos respetivos adeptos dentro dos recintos desportivos, incluindo a deflagração de engenhos e manifestações ofensivas.
O mesmo princípio está na origem da sanção referente ao cântico contra o Benfica, apesar de o clube encarnado não participar no encontro disputado em Vila do Conde.
A decisão mostra que a identificação disciplinar de uma manifestação ofensiva não depende de o alvo estar presente no jogo. O comportamento dos adeptos é avaliado no contexto do espetáculo desportivo e pode originar uma sanção ao clube a que são associados.
Neste caso, as duas multas totalizam os 2.040 euros agora imputados ao FC Porto.
O episódio não tem relação com qualquer ocorrência técnica ou disciplinar dentro das quatro linhas. Resulta exclusivamente da atuação identificada nas bancadas durante a deslocação portista ao terreno do Rio Ave.
É também mais um exemplo de um problema recorrente no futebol profissional português: comportamentos coletivos nas bancadas acabam convertidos em responsabilidade financeira para as sociedades desportivas.
Em Vila do Conde, duas manifestações diferentes produziram duas multas.
A maior, pela pirotecnia. A segunda, por um cântico ofensivo dirigido ao rival.















