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Pepe junta-se à defesa de Infantino numa guerra que já divide antigas estrelas

Português subscreve posição favorável ao presidente da FIFA ao lado de Zanetti, Cambiasso e Pastore. Do outro lado, antigos jogadores como Drogba, Pires e Petit reclamam mudança na liderança.

A crise em redor de Gianni Infantino já chegou aos antigos jogadores e produziu dois campos públicos praticamente opostos.

Pepe está entre as figuras que saíram em defesa do presidente da FIFA, juntando-se a nomes como Javier Zanetti, Esteban Cambiasso e Javier Pastore numa mensagem que valoriza a maior participação dos jogadores nas decisões do futebol internacional durante a última década.

O argumento central é simples: antigos e atuais futebolistas passaram a ter mais espaço para apresentar opiniões, experiência e propostas dentro das estruturas que decidem sobre o jogo.

O grupo considera que essa representação não existia com a mesma dimensão anteriormente e manifesta disponibilidade para continuar a apoiar a evolução que identifica na FIFA durante a presidência de Infantino.

A intervenção surge num momento em que o dirigente está sob enorme contestação.

A tentativa de abrir a investidores privados parte da estrutura comercial associada às grandes competições da FIFA provocou uma reação internacional suficientemente forte para obrigar ao recuo do projeto e abalou apoios que pareciam consolidados.

É nesse contexto que surgiu primeiro uma posição de sentido contrário, associada a Mikael Silvestre.

O antigo internacional francês defendeu a necessidade de mudança na FIFA e acusou a atual liderança de ter perdido capacidade para separar os próprios interesses daquilo que considera melhor para o futebol.

Didier Drogba, Robert Pires, Emmanuel Petit, David James e Lucy Bronze estão entre os nomes que acompanharam essa posição.

Pepe e os restantes signatários responderam agora pela outra margem.

A discussão deixou, por isso, de estar limitada a federações, confederações e dirigentes.

Algumas das caras que durante décadas deram corpo ao futebol estão agora a discutir publicamente quem deve governá-lo.