A transferência de Santiago Giménez para o FC Porto demorou cerca de 20 dias a ser construída e chegou aos últimos momentos do mercado com o avançado cada vez mais preocupado com aquilo que aconteceria se permanecesse no Milan.
A descrição é feita pelo próprio pai do internacional mexicano, Christian Giménez, que acompanhou de perto o processo.
Segundo explicou, o FC Porto esteve entre os primeiros clubes a avançar de forma concreta e manteve-se na negociação mesmo quando o entendimento com os italianos demorava a aparecer.
O desgaste aumentou à medida que a janela se aproximava do fim.
Christian Giménez afirma que o filho recebeu indicações de que poderia passar um período prolongado sem utilização no Milan caso não fosse encontrada uma solução, cenário que agravou a ansiedade do jogador.
Essa versão pertence ao pai do avançado e não deve ser transformada numa posição oficialmente assumida pelo clube italiano.
O desfecho colocou Giménez no Dragão por empréstimo, com uma opção de compra de 18 milhões de euros que pode tornar-se obrigatória através de objetivos relacionados com utilização e golos.
O negócio pode ainda acrescentar dois milhões em variáveis.
A escolha do FC Porto também é apresentada pela família como uma decisão prioritariamente desportiva.
Giménez já tinha recebido anteriormente propostas financeiramente superiores, incluindo da Arábia Saudita, mas queria permanecer num contexto europeu onde pudesse jogar regularmente e recuperar protagonismo.
A passagem pelo Milan ficou condicionada também por problemas físicos e por uma utilização abaixo daquilo que o avançado procurava.
No FC Porto, a equação é diferente.
Quanto mais jogar e marcar, mais perto estará de transformar o empréstimo numa transferência definitiva.
Era precisamente isso que procurava: voltar a ter o futuro dependente do futebol.















